Depois do urso polar que passeou em Londres, Salgado relata reuniões com Cavaco e deixa enorme elefante na Sala Dourada
30 janeiro, 2015
Primeiro, foi um urso polar nas ruas de Londes – na verdade, uma réplica usada para promover um programa de televisão. Agora, é um enorme elefante na Sala Dourada do Palácio de Belém – na verdade, um considerável embaraço provocado pela revelação de Ricardo Salgado de que reuniu por duas vezes com Cavaco Silva no auge da crise no banco da família. A confissão do ex-banqueiro, feita numa carta enviada à comissão parlamentar de inquérito ao BES, rapidamente atingiu as hostes cavaquistas e do PSD, que optaram, no entanto, por fingir não vislumbrar o animal agora instalado na residência oficial do Presidente da República.

Para assegurar que o assunto continuará a ser ignorado, os serviços da Presidência contactaram já Joana Vasconcelos no sentido de esta criar um naperon para tapar o bicho. A artista do regime ainda estará a considerar, no entanto, outras alternativas, como pendurar tampões na tromba, tapar as orelhas com talheres ou pintar uns corações e dizer que se trata de um ‘Elefante de Barcelos’. «Ela que se mascare como quiser, não se esqueça é que também tem de meter qualquer coisa por cima do bicho que tenho lá na sala», comentou Cavaco, em rigoroso exclusivo para o Jornal do Fundinho.
Certo é que Joana Vasconcelos poderá ver as solicitações aumentarem exponencialmente: além de Cavaco Silva, Ricardo Salgado admitiu ainda encontros com Pedro Passos Coelho, Paulo Portas, Maria Luís Albuquerque, Carlos Moedas e Durão Barroso. Boas notícias, portanto, para a O.B., a Ideia Casa, as sandálias Havaianas e as linhas para crochê Âncora.
Etiquetas: Economia
Modelo brasileira que conduziu Alfa Pendular também se filmou a liderar um piquete de greve no Metro
14 novembro, 2014
A atriz e modelo brasileira que colocou na Internet um vídeo em que surgia aos comandos de um Alfa Pendular entre Lisboa e Porto esteve ontem na estação do Metropolitano de Entre Campos a liderar um piquete de greve. «Eu vim mesmo para conduzir, mas quando cheguei pedi aos meus colegas maquinistas para explicaram para mim o trabalho deles e viemos aqui parar», explicou Halima Abboud, em rigoroso exclusivo para o Jornal do Fundinho.
Apesar de se afirmar solidária com os motivos desta paralisação no Metro de Lisboa, Halima anunciou ter os seus próprios motivos pessoais para aderir, nomeadamente «exigir melhores condições de trabalho para mim, como telemóveis com câmaras mais evoluídas, para que os vídeos que eu meto no YouTube não tenham aquela areia irritante». Algumas outras reivindicações da atriz estão relacionadas com os planos de reforma, como explicou a própria: «É preciso perceber que ser maquinista é uma profissão de desgaste muito rápido. Eu, por exemplo, só estive na cabine do Alfa uns quinze minutos e fiquei super cansada... E o maquinista também...»

De acordo com Halima Abboud, a greve no Metro de Lisboa teve uma adesão de 100% por parte das atrizes brasileiras que conduzem comboios em Portugal. A empresa não comenta estes números, mas garante que fez cumprir os serviços mínimos, que passaram pela exibição do filme “Call Girl” nos ecrãs de vigilância das estações do Rato, Saldanha, Picoas e Restauradores.
Numa notícia relacionada, os criadores do site e aplicação ‘Hoje Há Greve?’ anunciaram o lançamento de um novo serviço, com o nome ‘Hoje Há Atrizes Brasileiras Tresloucadas A Conduzir Comboios?’. Esta manhã, o site apresentava a mensagem «Woohoo! Não há brasileiras malucas aos comandos de nenhum comboio, podemos ir trabalhar sem correr o risco de acabar com o cérebro espalhado nos carris! :D».
Etiquetas: Economia
BES: banco mau vai comer a avozinha que já paga o colégio da Capuchinho e manda uma cesta com comida para a mãe todas as semanas
03 agosto, 2014
Carlos Costa anunciou hoje que o BES vai ser dividido em dois bancos, ficando um deles com todos os ativos tóxicos, numa estratégia habitualmente designada por bad bank, ou banco mau, sendo a outra parte recapitalizada recorrendo em parte a dinheiro do Estado e renomeada Novo Banco. «O banco mau vai comer a avozinha e depois vai deitar-se na cama dela a gozar um merecido descanso», sintetizou o governador do Banco de Portugal, em rigoroso exclusivo para o Jornal do Fundinho.

Com esta operação, será a família da avozinha a ficar em maus lençóis, pois, como em muitas outras famílias de classe média, desde o início da crise que eram as poupanças da idosa a suportar grande parte das despesas. «A Capuchinho Vermelho já só estuda porque a avó lhe pagava a mensalidade do colégio, e a cesta que ela agora leva de uma casa para a outra é a avó que a manda para a mãe com a comida para a semana inteira», confirmou Costa, concluindo: «Para que é que o banco mau tem um capital tão grande? É para te comer melhor, contribuinte».
A solução hoje anunciada prevê que o Estado recupere os mais de quatro milhões de euros injetados quando o Novo Banco for vendido. Nessa altura, um lenhador contratado pela Caixa, Santander, BCP e BCI abrirá a barriga do lobo mau e retirará as notas. No entanto, como a avozinha já estará morta e a Capuchinho e a mãe muito fraquinhas, vai doá-las aos restantes banqueiros.
Etiquetas: Economia
Real fez 35 milhões com vendas da camisola de James, BES já mandou imprimir t-shirts com nome de Vítor Bento
26 julho, 2014
Com a venda de 345 mil camisolas, apenas nos dois primeiros dias depois da sua apresentação no Real Madrid, James Rodriguez já permitiu ao clube espanhol faturar cerca de 35 milhões de euros, tornando-se no jogador que mais equipamentos faz vender na Europa. O montante encaixado inspirou entretanto a nova administração do BES, confrontada com cada vez mais golpes na credibilidade e sustentabilidade do banco, a anunciar que vão começar a ser vendidas t-shirts com o nome de Vítor Bento impresso.

«Já mandámos imprimir as primeiras e, se tudo correr bem, só na sede do PSD e na redação do Observador contamos vender o equivalente a 12 milhões de euros», afirmou, em exclusivo para o Jornal do Fundinho, o novo presidente executivo do BES. Bento revelou ainda que outros dez milhões deverão vir de uma encomenda feita pelo Banco de Portugal. «Só o Carlos Costa disse logo que queria ficar com dez camisolas minhas», revelou.
No total, o BES espera com esta operação de marketing conseguir um montante a rondar os 60 milhões de euros, ou, como surge no comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, vinte cauções de Ricardo Salgado. As t-shirts poderão ser adquiridas aos balcões do banco, na Herdade da Comporta e na loja do ‘Zé das Medalhas’.
Etiquetas: Economia
Família Espírito Santo continua a brincar aos pobrezinhos na Comporta mas agora é aos pobrezinhos que têm depósitos no BES
24 julho, 2014
Depois de ter causado polémica no ano passado, ao afirmar que costumava «brincar aos pobrezinhos» com a família na Herdade da Comporta, Cristina Espírito Santo volta a ser notícia depois de revelar qual o divertimento familiar que está a ser preparado para este verão. «Este ano vamos na mesma brincar aos pobrezinhos, só que vai ser aos pobrezinhos que, sei lá, depositaram o seu dinheiro no BES e pensaram que nós o íamos guardar a vida toda», declarou, em rigoroso exclusivo para o Jornal do Fundinho.
As habituais férias de família na Comporta assumem este ano uma particular importância para os Espírito Santo, uma vez que servirão para ajudar a esquecer os vários problemas que os afetam, como a recente detenção de Ricardo Salgado. Cristina confirmou isto mesmo: «Olhe, vamos tentar não ter energias negativas, ‘tá a ver? Até porque, mesmo que o primo Ricardo vá dentro, de certeza que a cela dele terá condições muito melhores do que um daqueles horríveis T1 na Reboleira onde os pobrezinhos vivem».

A filha de Jorge e Kiki (e neta de Bobó, sobrinha de Fufu, cunhada de Lelé e afilhada de Vavá) explicou ainda que, para passarem o tempo e se abstraírem dos problemas no Grupo Espírito Santo, os membros do clã jogarão alguns jogos tradicionais revisitados. «Vamos brincar à Apanhada, mas nos anos anteriores era a fazer de conta que estávamos a fugir do Fisco, este ano vamos fazer de conta que estamos a fugir da polícia. E depois vamos brincar ao Jogo da Macaca, mas numa versão em que, quando os pobrezinhos que meteram o seu dinheiro no BES olham, nós ficamos muito quietos para eles não perceberem que estamos a fugir para a América do Sul onde entretanto escondemos a nossa fortuna toda. Vai ser só rir», explicou.
A Herdade da Comporta, no concelho de Alcácer do Sal, é pertença dos Espírito Santo e ‘empresta’ também o nome a uma empresa em que aquela família agrega várias propriedades. E que deve estar muito mal. O BES é que não está! É o Grupo, não é o BES, caraças!
Etiquetas: Economia
Governo modifica DEO: atualização das pensões dependerá de o Benfica ganhar ou não a Liga Europa
02 maio, 2014
Depois de, numa primeira versão, o Documento de Estratégia Orçamental (DEO) prever a aplicação às pensões de um fator de atualização que dependeria da situação financeira do País e da evolução demográfica e económica, o Governo resolveu substituir aqueles critérios por um único alternativo. «Se o Benfica perder a Liga Europa, teremos de aumentar as reformas, para termos alguma hipótese de ganhar as eleições. Se o Benfica vencer, vai haver um corte de 50%, porque a maior parte dos portugueses vão andar completamente anestesiados e essa é a melhor forma de aplicar uma política tão analmente invasiva», revelou Pedro Passos Coelho, em rigoroso exclusivo para o Jornal do Fundinho

Ainda de acordo com o primeiro-ministro, outras alterações ao DEO serão aprovadas no próximo Conselho de Ministros. «Se o Benfica também conquistar a Taça de Portugal ou a Taça da Liga, o IVA aumenta para 45% e a TSU para os 30%. Se conquistar as duas, vamos criar um novo imposto de 75% sobre todos os salários, o IMA (Imposto Mãos ao Ar), que basicamente é mesmo uma roubalheira do caraças», explicou Passos, concluindo: «Como vai estar tudo bêbedo e a dar voltas e voltas ao Marquês, já nem vamos precisar de disfarçar».
Com a versão inicial do DEO a ter sido fortemente criticada pelos partidos da oposição, o primeiro-ministro acredita ter encontrado uma solução passível de elogio por todos. «Além das alterações referidas, vamos dar um renovado entusiasmo à economia portuguesa, com a nomeação de um novo ministro para essa pasta: Paulo Parreira, o adepto possuído do Benfica», anunciou Pedro Passos Coelho.
Etiquetas: Economia
Governo altera prémio da “Fatura da Sorte”: Audi vai ser substituído por cruzeiro em ferry da Coreia do Sul
29 abril, 2014
O ministro da Presidência anunciou hoje que o sorteio “Fatura da Sorte”, que distribui prémios entre os contribuintes que peçam fatura com número de contribuinte, vai deixar de entregar automóveis e passar a sortear cruzeiros em ferry boats da companhia sul-coreana Chonghaejin Marine. «Apesar de haver neste momento faturas emitidas por mais 176 mil empresas do que no ano passado, percebemos que os efeitos da “Fatura da Sorte” seriam ainda mais exponenciados se os portugueses simplesmente falecessem», comentou Luís Marques Guedes, em exclusivo para o Jornal do Fundinho, explicando ainda que «Esta é uma prova de que o Governo é capaz de bater o pé ao FMI. Eles querem reduzir os salários e liberalizar os despedimentos, mas nós dizemos: Não! Vamos antes matar a maior parte da população».

O Governo estima uma poupança de mais de 500 milhões de euros com o desaparecimento de 37 portugueses até ao final do ano, entre salários, subsídios, pensões e gastos do Estado em saúde, transportes e educação. «Estamos ainda a ponderar a realização, a partir do próximo ano, de sorteios diários com cinco cruzeiros cada, o que permitirá atingir no final de 2015 um défice de 0%. No entanto, podemos ter de adotar medidas de maior rigor, porque o falecimento de quase dois mil portugueses é pouco mais do que uma pieguice», revelou Marques Guedes.
Etiquetas: Economia, F(undinho)MI
Substituição da TMN por Meo é um sucesso: portugueses já dizem «Estes camelos da Meo estão a cobrar-me chamadas que eu não fiz»
28 janeiro, 2014
Depois de ontem ter anunciado o fim da marca de telecomunicações móveis TMN e a sua substituição pela marca Meo, criada inicialmente para o serviço de televisão, a Portugal Telecom fez hoje o primeiro balanço dessa medida, com Zeinal Bava a dar nota positiva à mudança. «Em menos de 24 horas, os portugueses já têm na cabeça apenas e só a Meo. Basta andar pela rua e escutar ‘A Meo faturou-me chamadas que eu não fiz’, ‘A Meo cobrou-me serviços que eu não contratei’, ou ‘A Meo tem o pior apoio ao cliente da história’. Fiquei muito satisfeito, por exemplo, quando ia agora a entrar no elevador e uma pessoa dizia ‘Estes vigaristas da Meo parece que ainda gozam com os clientes’», afirmou o presidente executivo da PT, em exclusivo para o Jornal do Fundinho.

Bava garantiu ainda que os antigos clientes da TMN não terão de fazer nada para passarem para a Meo, uma vez que se trata apenas de um processo de uniformização de marcas. «Fica tudo na mesma: a rede é a mesma, a tecnologia é a mesma, os tarifários são os mesmos, os serviços são os mesmos, os contratos abusivos são os mesmos, as estratégias comerciais manhosas são as mesmas, as alterações sem pré-aviso aos contratos são as mesmas, o desinteresse pelas reclamações é o mesmo», sintetizou.
A TMN foi a primeira operadora móvel em Portugal, tendo sido introduzida no mercado em 1992, numa altura em que um telemóvel podia custar o equivalente a 3500 Euros e em que Dias Loureiro podia ser ministro. De então para cá, a utilização do telemóvel democratizou-se, podendo hoje um aparelho custar menos de 30 Euros. Quanto a Dias Loureiro, continua a poder ser ministro.
Etiquetas: Economia
Adolescente começou a vender burriés no Facebook ao meio-dia e às três da tarde já todos os jornalistas o consideravam um empreendedor de sucesso
22 maio, 2013
Um jovem de 16 anos tirou ontem ao meio-dia um macaco do nariz e vendeu-o através da sua página do Facebook, tendo na hora seguinte conseguido vender outros quatro. Pelas três da tarde, o adolescente vendera já quase uma dezena de burriés, o que lhe valeu ser protagonista de três peças televisivas, duas notícias de rádio e sete artigos online, como exemplo de um empreendedor de sucesso.

«O negócio está a correr muito bem. Se daqui por duas horas ainda mantiver este volume de negócios, antes das oito da noite ponho à venda pelo menos um cagalhão, que já me está a doer a barriga», explicou o jovem Salvador, em exclusivo para o Jornal do Fundinho. Um canal de televisão já terá mesmo contactado o jovem empresário para transmitir esse momento em direto, seguido de um debate sobre o tema “Mudar o país ou mudar para um papel higiénico mais macio?”
Criticado por ativistas dos direitos dos mucos secos, Salvador afirmou ainda que todos os seus burriés são de fabrico nacional, mas admitiu que, por vezes, começa a sangrar porque insiste em tirar alguns que ainda estão muito agarrados. «Mas antes isso do que estar com o nariz entupido», defendeu-se.
Etiquetas: Economia
Vítor Gaspar adere à moda de ingerir álcool através de declarações do IRS
21 maio, 2013
Enrolar declarações do IRS para as usar como palhinha para beber uísque é a nova moda entre os ministros das Finanças da União Europeia, com Vítor Gaspar a ser um dos maiores entusiastas desta perigosa prática. Emulando comportamentos recentes dos jovens europeus, como ensopar tampões em vodka ou beber cerveja através dos olhos, os protagonistas das políticas económicas da zona Euro têm aproveitados os últimos encontros para partilhar estas e outras experiências radicais.

Etiquetas: Economia
Nova nota de cinco euros começa a circular na quinta-feira mas em Portugal vai ter um picotado para entregar logo metade ao Gaspar
29 abril, 2013
Uma nova nota, com o valor de cinco euros, vai entrar em circulação em todos os países da zona euro, já na próxima quinta-feira, mas os espécimes distribuídos em Portugal serão diferentes dos outros. «As notas a serem introduzidas no mercado no nosso País estarão dotadas de uma linha picotada, sensivelmente ao meio, pela qual os cidadãos deverão destacar metade da nota e remetê-la de imediato ao Ministério das Finanças», revelou Vítor Gaspar, em exclusivo para o Jornal do Fundinho.

Desta forma, o titular da pasta das Finanças conta resolver parte do ‘buraco’ criado pelas medidas inconstitucionais inscritas no Orçamento do Estado para este ano, embora não consiga ainda precisar qual o montante que será arrecadado pelo Estado com as novas notas. «Essa é uma conta que eu não posso ainda fazer, porque o Nuno Crato não se limitou a proibir as calculadoras nas escolas, interditou-as também no Conselho de Ministros. Portanto, só quando ele estiver distraído é que eu conseguirei responder a essa questão», explicou Gaspar, acrescentando: «Se quiserem muito saber, posso fazer esse cálculo no Excel, tenho aqui uma fórmula que... Bem, se calhar é melhor não...»
A segunda série da nota de cinco euros, concebida para ser mais duradoura e dotada de melhores medidas de segurança, apresenta no holograma e na marca de água a representação de uma figura feminina, denominada Europa. Desta forma, o Banco Central Europeu pretende dar seguimento a uma tradição de vários países de retratar figuras mortas.
Etiquetas: Economia
Ex-secretário de Estado manda Fisco tomar no cu, Fisco diz que sim senhor desde que ele indique o número de contribuinte
14 fevereiro, 2013
Francisco José Viegas, ex-secretário de Estado da Cultura no atual Governo, revelou que mandará «tomar no cu» qualquer agente do Fisco que o confronte com o eventual pedido de uma fatura. Entretanto, a Autoridade Tributária e Aduaneira fez saber, através de comunicado, que já diversos funcionários se manifestaram disponíveis para satisfazer o desejo do antigo governante, mas só se este indicar o seu número de identificação fiscal, para efeitos de emissão de fatura.

Etiquetas: Economia
Portas invadiu o regresso de Portugal aos mercados porque diz que não há mercado nem feira onde ele não vá
23 janeiro, 2013
O regresso de Portugal aos mercados quase era interrompido por Paulo Portas, que bateu à porta com toda a força, exigindo entrar. «Era só o que faltava, um mercado onde o Paulinho das Feiras não fosse», afirmou, em rigoroso exclusivo para o Jornal do Fundinho, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, já depois de concretizada a invasão.

Portas revelou ainda que, apesar de a emissão de dívida pública a cinco anos ter corrido de forma positiva, ele ficou bastante desiludido com o que encontrou. «Até posso ser líder de um partido conservador, mas acho que um mercado sem ciganos a venderem camisolas da Nice, carteiras da Chamel e perfumes Hugo Box, nem é bem um mercado», explicou, depois de ajeitar a boina que, para ficar inserido no espírito do dia, comprou a crédito.
Apesar das reservas de Portas, a operação foi já elogiada por Ricardo Salgado. O presidente executivo do Banco Espírito Santo classificou o dia de hoje como uma «vitória sobre as agências de rating», enquanto fumava um charuto Cohiba Behike e bebia uma taça de champanhe Krug Clos du Ambonnay no seu recém-adquirido iate, que baptizou de “Contribuintes Lindos”.
Etiquetas: Economia
Pai Natal baixa rating de Portugal de Ho Ho Ho para Ah Ah Ah
04 dezembro, 2012
O Pai Natal anunciou hoje que reviu em baixa a notação de risco de Portugal, que passou de Ho Ho Ho para Ah Ah Ah, o que significa que, este Natal, aquela figura não viajará do Polo Norte para o nosso País para distribuir presentes. «Mais depressa me apanham a beber Pepsi do que a perder tempo a voar para Portugal», afirmou o Pai Natal, em rigoroso exclusivo para o Jornal do Fundinho, explicando ainda que na base da sua decisão estiveram razões como o corte do subsídio de Natal aos funcionários públicos e a proliferação dos estandartes com um Menino Jesus de olhos em bico porque foram comprados nas lojas chinesas por serem mais baratos.

O nível Ah Ah Ah é o pior antes da classificação como ‘cocó de vaca’, que, depois do Papa Bento XVI ter anunciado que a vaca e o burro não fazem parte do presépio, passou a ser um dos mais negativos. Abaixo do ‘cocó de vaca’, resta apenas o nível ‘meias e cuecas oferecidas pela tia’, que o Pai Natal não nega poderá vir a ser atingido por Portugal: «Vamos ver como isto corre em 2013... Se existe um risco real de downgrading tendo em conta o outlook negativo do rating? Mas você pensa que eu sou a Margarida Rebelo Pinto ou quê? Quer que eu lhe vá à tromba?»
Etiquetas: Economia
Próxima avaliação do FMI vai ser feita por economistas palhaços
28 novembro, 2012
Foi uma das novidades deixadas por Pedro Passos Coelho na entrevista que hoje concedeu ao penteado de Judite de Sousa: a próxima avaliação da comissão tripartida de ajuda financeira será realizada por economistas palhaços. Após deixar os estúdios da TVI, o primeiro-ministro acrescentou mais alguns pormenores, em rigoroso exclusivo para o Jornal do Fundinho: «Vamos chamar à iniciativa Operação Nariz Vermelho do Frio Porque Não Há Dinheiro Para Ligar os Aquecedores. No fundo, vai ser muito semelhante aos doutores palhaços: eles levam a alegria às crianças hospitalizadas em Portugal, os economistas palhaços provocam alergia aos contribuintes depenados em Portugal».

Passos Coelho revelou ainda que também a Leopoldina do Continente vai participar numa ação solidária para com as contas públicas portuguesas, com início já na época do Natal. «A Leopoldina – que tem um penteado muito parecido com o da Judite de Sousa, não sei se já repararam – vai ser a grande estrela da Missão Sorriso Amarelo», confirmou o líder do Governo, acrescentando que aquela personagem «vai para as repartições de finanças vender livros de recibos verdes, revertendo 1 Euro por cada livro vendido para o pagamento do nosso empréstimo».
Etiquetas: Economia, F(undinho)MI
Gaspar andou nos ‘bolinhos e bolinhós’ para levar já os impostos do próximo ano
01 novembro, 2012
Depois de ver aprovado pela Assembleia da República o Orçamento do Estado para 2013 por si preparado, Vítor Gaspar foi para a rua cantar os ‘bolinhos e bolinhós’, tentando antecipar a receita de impostos prevista para o próximo ano. «Ele apareceu-me aí mascarado de Drácula, mas eu nem reparei que aquilo era uma máscara», contou a pensionista Maria das Dores, em exclusivo para o Jornal do Fundinho, descrevendo: «Entrou a cantar ‘Bolinhos e bolinhos / Impostos pagos por vós / Vão parar ao BES, BCP e BPI / Senão a Merkel vem aí’... Fiquei tão assustada que lhe adiantei logo os subsídios do ano que vem».

Outros relatos de contribuintes convergem no tipo de abordagem e na lenga-lenga cantada, mas apontam outros pormenores, como as cantorias do ministro das Finanças quando conseguia recolher os impostos (‘Esta casa cheira a ovo / Aqui mora o melhor povo / Faço tudo pelo FMI / O que é que tens mais aí?’) e quando não conseguia (‘Esta casa está a tresandar / Não penses que vais escapar / Vou falar devagarinho / Até me dares o teu dinheirinho’).
Estima-se que a incursão noturna de Vítor Gaspar tenha permitido antecipar um terço da receita fiscal prevista pelo Orçamento do Estado para o próximo ano, mas o ministro poderá não se ficar por aqui. Nas mais recentes reuniões com o Fundo Monetário Internacional, o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia, Gaspar anunciou que, em dezembro, se vai mascarar de Pai Natal e entrar nas casas dos portugueses, não para lhes dar presentes, mas antes para os levar e vender no OLX.
Etiquetas: Economia, F(undinho)MI
OE 2013: única medida prevista é criação de imposto sobre a parvoíce e pessoas que indicam como defeito serem demasiado boas serão as mais penalizadas
15 outubro, 2012
Parece ser a medida certa para acabar com a crescente contestação às políticas do Governo: a proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2013, que será hoje entregue na Assembleia da República, prevê como única medida a criação de um imposto sobre a parvoíce. Passos Coelho e Vítor Gaspar acreditam que o nível de parvoíce em Portugal é tão acentuado, que as receitas arrecadadas com esta taxa serão suficientes para acabar de vez com o défice. A estratégia tem merecido a concordância da esmagadora maioria dos analistas, que consideram também muito positiva a penalização particularmente acentuada das pessoas que, quando se lhes pede para apontarem um defeito, dizem que são demasiado boas.
«Este pode muito bem vir a ser o melhor Orçamento de sempre, quanto mais não seja porque já estou farto de ouvir essa parvoíce de “Ah, o meu grande defeito é ser muito boa pessoa”. E convém não esquecer que também será bastante aumentada a carga fiscal para quem apontar outros defeitos parvos, como “Sou demasiado organizado” ou “Sou muito perfeccionista”, pelo que a receita do Estado pode aumentar exponencialmente», analisou, em exclusivo para o Jornal do Fundinho, Firmino Ferreira, um primo do José Gomes Ferreira com quem nós fomos falar depois de o jornalista da SIC nos ameaçar com uma sachola. De acordo com este especialista em economia e fezes de baleia, o novo imposto sobre a parvoíce será particularmente eficaz porque é transversal a todos os setores de atividade: «Na construção civil, há centenas de pedreiros suficientemente parvos para acharem que um estaleiro cheio de vigas de cimento e barras de ferro é um bom sítio para andar sem capacete. No mundo do entretenimento, há sempre pelo menos um parvo que se esquece de desligar o telemóvel e interrompe o espetáculo. Na cultura, há milhares de parvos que comprar os livros do José Rodrigues dos Santos e pensam que aquilo é literatura... Enfim, podia continuar indefinidamente».
Apesar de boa recetividade que a medida única do próximo Orçamento do Estado está a ter, também existem críticas. Além de Medina Carreira, que considera sempre que tudo é um caminho certo para um inferno cheio de diabinhos com grandes pénis que passam o dia a sodomizar os contribuintes e a cantar canções do novo disco do Miguel Ângelo, alguns comentadores sugerem que o imposto sobre a parvoíce será inútil: dado que o sítio onde se concentram mais parvos é no Governo, não haverá, de facto, qualquer poupança nem receita adicional para o Estado.
Etiquetas: Economia
Passos já quer renegociar o memorando de entendimento mas só porque acha que este é muito ligeirinho
12 outubro, 2012
É a grande novidade que se pode retirar da versão preliminar de Orçamento do Estado que ontem foi tornada pública: Pedro Passos Coelho vai propor aos parceiros internacionais uma renegociação do memorando de entendimento. O primeiro-ministro defendeu, em rigoroso exclusivo para o Jornal do Fundinho, que o atual acordo com o Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia «é muito levezinho e precisa de ser endurecido... somos homens ou somos piegas?»
Nesse sentido, Passos Coelho já pediu uma nova reunião com os representantes da comissão de resgate, tendo avisado que só lhes servirá os habituais chá e bolinhos e fará as tradicionais massagens no pescoço se eles prometerem aumentar os juros e reduzir os prazos de pagamento.

A proposta de Orçamento do Estado, que está a ser preparada pelo Governo com a oposição do CDS, tem de ser entregue na Assembleia da República até ao dia 15 de outubro. Deverá incluir medidas como um aumento da taxa média de IRS, uma redução das deduções com crédito à habitação e um corte até 10% nas pensões acima de 1350 Euros. Passos Coelho garantiu, no entanto, que o Governo não deixará de criar mecanismos que protejam os contribuintes de mais baixos rendimentos. «Não somos umas máquinas insensíveis. Se um cidadão tiver rendimentos tão baixos que nem lhe sobra dinheiro para o bilhete de autocarro, não precisa de ir entregar o seu ordenado a uma repartição das Finanças: nós mandamos o Cobrador do Fraque lá a casa... se ele ainda tiver uma», revelou.
Etiquetas: Economia, F(undinho)MI
Trabalhadores ouviram Passos dizer que desemprego é oportunidade e desataram a despedir-se
17 maio, 2012
Milhares de portugueses entregaram esta semana cartas de despedimento nas empresas e instituições onde trabalhavam e correram para os centros de emprego, não para pedir qualquer subsídio, mas precisamente para oficializar que não queriam qualquer apoio do Estado, uma vez que estar desempregado é uma sorte maravilhosa. «Ouvi o Passos Coelho dizer que o desemprego é uma grande oportunidade e percebi como tenho vivido enganado a vida toda! Agora que larguei o meu lugar de gestor numa grande multinacional e que deixei de receber o meu salário milionário, já posso finalmente... oh merda!», explicou Belmiro Amorim dos Santos, um destes novos desempregados, em exclusivo para o Jornal do Fundinho.
As declarações do primeiro-ministro, que afirmou que «o desemprego é uma oportunidade para mudar de vida», acabaram assim por se revelar verdadeiramente inspiradoras para muitos cidadãos nacionais. E não foi apenas para aqueles que desejaram que o Manuel Moura dos Santos e o Luís Jardim deixassem de debitar disparates em concursos de talentos e fossem trabalhar para as obras, uma vez que muitos outros se sentiram contagiados pela «cultura de risco» defendida pelo também líder do PSD. Ainda assim, houve quem se deixasse vencer pelo medo e se revelasse um enorme piegas incapaz de sair da sua zona de conforto, como Pedro Passos Coelho, Vítor Gaspar, Paulo Portas, José Pedro Aguiar Branco, Miguel Macedo, Paula Teixeira da Cruz, Miguel Relvas, Álvaro Santos Pereira, Assunção Cristas, Paulo Macedo, Nuno Crato e Pedro Mota Soares.
O ministro das Finanças, aliás, chegou a contradizer o chefe de Governo, afirmando que é mais difícil recuperar da situação de desemprego do que de tragédias como a morte de um familiar próximo. Passos Coelho desvalorizou, no entanto, estas palavras, argumentando que Gaspar só está assim porque sabe que, mais cedo ou mais tarde, vai ser despedido por inadaptação. O primeiro-ministro recusou ainda a observação de que a sua frase eleitoral de que era «o mais africano dos candidatos» se justificava por ele querer fazer de Portugal um país com a taxa de desemprego do Zimbabué ou da Libéria.
Etiquetas: Economia
Santos Pereira suspeito de se fazer passar por ministro da Economia
14 maio, 2012
Álvaro Santos Pereira está a ser investigado por suspeitas de, no último ano, se ter feito passar por ministro da Economia de Portugal em diversas ocasiões. «Eu vi-o a prever o fim da crise em 2012 e isto mais parece mas é o fim do mundo, a anunciar uma linha ferroviária europeia que afinal não tem continuação em Espanha, a defender franchisings de pastéis de nata para salvar a economia, a proclamar para este ano o fim de feriados que só vão acabar para o ano e se o Papa deixar... isto é o pior caso de usurpação de funções de que eu tenho memória», denunciou, em exclusivo para o Jornal do Fundinho, Agostinho Caridade, o falso padre de Braga.
A desconfiança em torno de Santos Pereira começou a surgir logo após a sua tomada de posse, quando diversos outros membros do Governo foram ouvidos a repetir a frase «Álvaro quem?» As investigações, no entanto, só começaram no dia em que o alegado falso ministro pediu aos jornalistas para o tratarem apenas por Álvaro. «Isso lá pode ser, um político que não quer ser tratador por ‘sôtor’? Há presidentes de câmara que têm a primária incompleta e exigem que os chamem de ‘senhor professor’ e este tipo só quer ser Álvaro?», explicou Caridade, comparando com o seu caso pessoal: «Isso era como se eu, quando me fiz passar por padre, não tivesse tido três filhos ilegítimos... Ninguém acreditaria em mim!»

Tendo-se apresentado como doutorado pela Simon Fraser University, de Vancouver, Santos Pereira terá conseguido que ninguém verificasse as suas habilitações mostrando diversas fotografias que tirou com a Luiza, que está no Canadá. O seu ar bonacheirão, as suas tiradas que faziam com que as notícias praticamente se escrevessem sozinhas e o facto de trabalhar ser uma coisa que cansa contribuíram para que também nenhum jornalista o tenha reconhecido como burlão.
Caso se confirme que Álvaro Santos Pereira se fez passar, de facto, por ministro da Economia, os partidos da oposição deverão pedir a nulidade dos seus atos, pelo que seria imperioso obter a reação de um constitucionalista respeitado. No entanto, como estávamos ao pé de Agostinho Caridade, optámos por pedir-lhe que se fizesse passar por um. «Resulta claro da Constituição que tudo o que seja fruto da ação de um falso ministro não tem validade. Por sorte, em quase doze meses, o Santos Pereira não fez nada», clarificou o nosso reputado especialista.
Etiquetas: Economia
Carris resolve buraco financeiro com aluguer de autocarro a Mourinho na vitória contra o Barcelona
21 abril, 2012
O Real Madrid bateu hoje o Barcelona por 1-2, em pleno Camp Nou, depois de ter estacionado um autocarro da Carris junto à sua área na maior parte do jogo. A estratégia do treinador José Mourinho pode não só ter dado o título de campeão de Espanha ao clube da capital, como também ter resolvido o buraco financeiro da transportador portuguesa, que cobrou pelo aluguer da viatura uma verba a rondar os 700 milhões de Euros.
«Se foi uma quantia exagerada? Meus amigos, eu dei 30 milhões pelo passador do Coentrão, portanto até pagava mil milhões por este autocarro que nem o Messi conseguiu fintá-lo», afirmou Mourinho, no final do encontro, em rigoroso exclusivo para o Jornal do Fundinho. O técnico aproveitou ainda para explicar a sua opção por um veículo português: «Tenho um fraquinho por naturalizados... Já cá tinha o Pepe, que é um português nascido no Brasil, e achei que fazia todo o sentido ter um carro da Carris, que é um português construído e usado durante uns bons anos na Alemanha de Leste... ou pelo menos parece».

A verba milionária paga pelo Real Madrid vai permitir à empresa de transportes coletivos de Lisboa cobrir inteiramente a sua dívida acumulada, abrindo o caminho para uma gestão sustentada e rentável. Para comemorar este facto, a Carris fez já uma encomenda de novos automóveis topo de gama para o seu presidente e restantes administradores, aprovando também um aumento de 25% nos seus ordenados.
De resto, o aluguer da viatura em causa não foi positivo apenas para a transportadora nacional, pois no clube espanhol ninguém ousará colocar em dúvida o papel decisivo que a mesma desempenhou numa vitória que parece ter decidido o campeão. O clássico de hoje, foi, aliás, profundamente marcado pela temática rodoviária: o Real estacionou um autocarro, o Barcelona não teve pernas e foi de carrinho e só faltou um golo de pontapé de bicicleta para a extraordinária sagacidade deste jornalista merecer ainda mais elogios.
Etiquetas: Economia
Portugueses concordam com mobilidade sem limites se puderem mandar Passos para a Picha e o resto do Governo para Mata Cabrões
11 abril, 2012
A proposta de acabar com os limites à mobilidade geográfica dos funcionários públicos, feita pelo Governo no âmbito da negociação do novo Regime de Contrato de Trabalho em Funções Públicas, está a ser bem recebida pelos portugueses, contrariamente ao que seria de esperar. «Concordo que qualquer funcionário do Estado possa ser deslocalizado... desde que isso permita mandar o Passos Coelho para a aldeia beirã da Picha, claro! Bem, não era bem para a Picha que eu o mandava, mas como o Car**** ainda não está, inacreditavelmente, consagrado na toponímia nacional, a Picha lá vai ter de servir», afirma, em exclusivo para o Jornal do Fundinho, António Santos, bate-chapas na Oficina Pistão D’Aço, em Frielas.

Como a Lei de Imprensa consagra que qualquer cidadão anónimo, desde que devidamente pitoresco, pode ser considerado porta-voz de todos os portugueses, se assim der na gana de um órgão de comunicação social, é possível concluir que a mobilidade sem limites conta com um largo consenso nacional. António Santos, mais uma vez, confirma: «Sonho com o dia em que todo o Governo será enviado para Mata Cabrões. Ainda ontem, de resto, estava a ver o Gaspar e o Álvaro na televisão e só pensava para mim mesmo: Quem me dera poder matar estes cab... isto é, Quem me dera vê-los ali para os lados de Santo Tirso…»
A criação de um regime de mobilidade geográfica sem acordo do trabalhador, como proposto pelo Governo, poderá provocar uma verdadeira revolução na Função Pública. Não se tratará nunca, no entanto, do maior fluxo de mobilidade já verificado em Portugal, nem sequer dos últimos anos. Recorde-se que, em função das políticas do anterior e do atual Executivos, cerca de cinco milhões de portugueses já foram deslocalizados para Angústias e outros tantos para Monte dos Tesos.
Etiquetas: Economia
Sobrevivente português do naufrágio em cruzeiro que agarrou na mulher e numa velhota para evitar que se afogassem vai tentar fazer o mesmo com o Euro
17 janeiro, 2012
Artur Silva, um dos sobreviventes portugueses do naufrágio de um barco de cruzeiro, que, nas suas próprias palavras, pegou «na mulher e numa velhota com 81 ano» para evitar que elas acabassem por morrer afogadas, foi contactado por Angela Merkel e Nicolas Sarkozy para tentar repetir a façanha com a moeda única europeia. «É verdade que eles me ligaram e que eu disse que ia fazer o meu melhor. Mas confesso que ainda hesitei, porque uma coisa é pegar em duas mulheres e subir com elas pelas escadas de um navio que se está a afundar e a partir todo, outra muito mais difícil é salvar o Euro», confirmou o passageiro do Costa Concordia, em exclusivo ao Jornal do Fundinho.
O especialista em salvamentos heroicos e em detetar que um navio que tem um buraco vai acabar por se afundar afirma, de resto, não ter ficado surpreendido com a situação do Euro: «Ainda estava a começar nas entradas, isto é, as entradas de Portugal e de Espanha na CEE, e percebi logo que o Euro ia acabar por ir ao fundo, porque trabalhei em navios e faço vários cruzeiros por ano. Além disso, os líderes europeus já na altura tinham todos um ar de boémios, que aquilo via-se logo o que ia acontecer». Artur Silva defende ainda que muito tem de ser alterado nas políticas económicas e sociais na Europa, mesmo que a moeda única venha a ser salva. «Tem de haver uma grande mudança, sem a qual não se consegue nada. As pessoas elegem por vezes os políticos pelas suas ideias e promessas, mas esquecem o que é realmente importante e faz toda a diferença: a cara deles», acusa.
Entretanto, Merkel e Sarkozy fizeram saber que depositam toda a confiança em Artur Silva, considerando-o a única hipótese de evitar o desastre do Euro. A chanceler alemã e o presidente francês estão eles próprios, no entanto, sob um escrutínio extremamente apertado, pois muitos especialistas consideram ser um irónico e péssimo augúrio que o salvamento da moeda única esteja a ser comandado por dois calhaus.
Etiquetas: Economia
Vítor Gaspar mandou forrar paredes do Ministério das Finanças com fotos de contribuintes furiosos para receber a próxima visita do FMI
15 janeiro, 2012
O ministro das Finanças anunciou hoje que, aquando da próxima visita da comissão tripartida de ajuda financeira a Portugal, os seus membros irão encontrar as paredes do Ministério forradas com imagens de contribuintes em situações de protesto. Nos painéis, que já começaram a ser afixados, estão fotografias de cidadãos com expressões de fúria e empunhando cartazes com frases como «FMI fora daqui», «Metam a austeridade no buraco do Euro» ou «Troika que vos pariu», encimadas pela expressão «Bem-vindos».

Uma das imagens em maior destaque é a de Cavaco Silva com o braço esticado, tal como quem protesta por lhe terem tirado parte da reforma, embora Vítor Gaspar garanta que o Presidente da República está apenas a fazer a saudação fascista como forma de celebrar o Dia da Raça. O ministro assegura ainda, em resposta aos analistas que defendem que as fotos em causa incitam ao aumento da austeridade, que nenhuma transporta sentimentos negativos. «As fotografias mostram, em sã convivência, contribuintes de todas as raças e credos, mas todos sem um tostão. É uma homogeneidade que muito nos honra e que espelha o sentimento comum de todos os que vivem o País», afirma, em exclusivo para o Jornal do Fundinho.
Vítor Gaspar revela ainda que as imagens foram já elogiadas pelos próprios elementos do Fundo Monetário Internacional (FMI), Comissão Europeia e Banco Central Europeu, quando estas lhes foram mostradas, em tamanho mais pequeno, durante a sua última visita. «Pelo menos, eu fiquei com a ideia de que eles gostaram, porque pediram que eu as enviasse por mail e depois responderam-me numa mensagem cheia de LOLs, a dizer que já as tinham colocado numa conta do Flickr chamada ‘pigs_protesting’», revela o ministro.
Etiquetas: Economia, F(undinho)MI
Cabaz família da semana no Pingo Doce vai permitir fazer um delicioso boerenkoolstamppot met rookworst
04 janeiro, 2012
A venda de capital da Jerónimo Martins a uma subsidiária na Holanda apanhou muitos de surpresa em Portugal, mas estava já a ser preparada há algum tempo pela sociedade Francisco Manuel dos Santos. De tal forma, que o cabaz família esta semana disponibilizado nos supermercados Pingo Doce inclui batata, couve e linguiça, de forma a possibilitar aos consumidores a confeção de um delicioso e muito holandês boerenkoolstamppot met rookworst.

«Adoro um bom boerenkoolstamppot met rookworst, de preferência acompanhado por uma erwtensoep quentinha euma tira fininha de katenspek», explicou, em exclusivo para o Jornal do Fundinho, Alexandre Soares dos Santos. O presidente do Conselho de Administração da Jerónimo Martins garantiu que não foi uma tentativa de fuga aos impostos que levou o grupo a mudar parte das suas operações de Portugal para aquele país: «Quando eu disse que devíamos todos dar as mãos e fazer o melhor pela nossa nação, estava, na verdade, a falar da Holanda. A nossa família desde sempre se sentiu muito próxima dos golpes baixos... isto é, dos Países Baixos. Eu sou do Ajax desde pequenino!»
Enquanto mordiscava uma bolacha holandesa e comia uma laranja, Soares dos Santos fez questão de deixar claro aos portugueses que não estava a abandonar o barco. «Isso é que não. Na boa tradição holandesa, nós nunca deixamos o barco... abordamo-lo, invadimo-lo, matamos os marinheiros e pilhamo-lo. Mas abandoná-lo, nunca», assegurou, antes de começar a entoar a nova música dos anúncios da sua cadeia de supermercados: «Venha ao Pingo Doce de janeiro a janeiro / Venha a Roterdão ou Haia, Amesterdão é tão porreiro».
Etiquetas: Economia
Pai Natal ameaça processar Portugal por incumprimento de contrato
18 outubro, 2011
São Nicolau avisou hoje o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho de que processará Portugal caso venha a confirmar-se que os funcionários públicos não receberão o subsídio de Natal em 2012 e 2013. «Tínhamos um contrato assinado para a organização da quadra natalícia em Portugal, à semelhança de acordos que tenho com muitos países no mundo, não podem agora fazer-me uma destas... Eu tive as minhas despesas, como o papel de embrulho e a ração para rena voadora, não esperem que eu faça de conta que está tudo bem», declarou o santo, em exclusivo para o Jornal do Fundinho, ameaçando que «se não cumprirem o contrato, espeto-vos com um processo que vos deixo nas lonas... ah, já estão nas lonas...»
A figura religiosa, que é CEO da empresa que explora o franchising Pai Natal desde a sua criação, confessou-se «estupefacto» com a medida prevista no Orçamento do Estado para o próximo ano e garantiu que, ao contrário do Governo português, agiu sempre de boa-fé: «Concorri ao concurso público internacional como os outros, apresentei uma proposta que foi considerada a melhor e agora é isto». Mas além do lamento, São Nicolau lança ainda suspeitas sobre o verdadeiro objetivo da retenção do subsídio de Natal, fazendo notar que «o segundo classificado no concurso, o Menino Jesus, ficou muito chateado por não ter a exploração exclusiva do Natal, e a verdade é que agora isto acontece na precisa altura em que o CDS chega ao poder...»

Alertado para a possibilidade de ter de enfrentar um processo judicial com consequências catastróficas, Passos Coelho começou já a preparar uma estratégia que o possa evitar. As duas hipóteses preferidas no seio do Conselho de Ministros são, até ao momento, adormecer São Nicolau, convidando-o para uma reunião com o ministro das Finanças, ou fazer-lhe o mesmo que o Governo fez à classe média e dar-lhe um tiro nos cornos.
Mas as preocupações não se ficam por aqui para o primeiro-ministro, uma vez que o Pai Natal poderá não ser a única grande marca a processar o Estado português caso se confirme o cancelamento da quadra. O Continente anunciou já que pedirá uma compensação pelas verbas que já despendeu em publicidade para a sua campanha de 50% de desconto em cartão na compra de brinquedos, enquanto a Fábrica de Meias Baiona fará o mesmo como forma de amenizar a previsível quebra de receitas provocada pelo desinvestimento por parte das tias que são funcionárias públicas e das avós que são pensionistas na compra de meias para oferecer no Natal.
Etiquetas: Economia
Passos Coelho não quer que portugueses apertem o cinto porque assim não podem baixar as calças para o FMI
02 agosto, 2011
Pedro Passos Coelho garantiu hoje que não pretende que os portugueses apertem mais o cinto, recentes que ainda estão os anúncios da criação de um imposto extraordinário sobre o subsídio de Natal e dos aumentos nos transportes públicos. «Com o cinto ainda mais apertado, vai ser difícil conseguirmos baixar as calças para a malta que nos emprestou o pilim», explicou, em exclusivo para o Jornal do Fundinho, acrescentando que, num tema relacionado, o IVA sobre a vaselina vai descer para os 2%.
Estas declarações surgem na altura em que se encontram em Portugal os peritos do Fundo Monetário Internacional (FMI), Comissão Europeia (CE) e Banco Central Europeu (BCE) que irão realizar a primeira avaliação trimestral do programa de assistência económica e financeira. Apesar disso, o Governo anunciou já que não fará, nos próximos dias, um balanço sobre esta matéria, uma vez que, de acordo com o primeiro-ministro, «eu não consigo escrever quando estou de cócoras e além disso o ministro das Finanças não vai conseguir passar-me os dados necessários porque estará com a boca ocupada noutras coisas».
A comissão tripartida do FMI, CE e BCE é constituída por 50 elementos e estará no nosso País até ao dia 12 de agosto. Serão eles que irão determinar se foram cumpridas medidas como o fim dos direitos especiais do Estado na EDP, PT e Galp, se as praias portuguesas continuam a ser um espetáculo e se a internacionalização do mercado da prostituição trouxe vantagens comparativamente aos períodos em que aconteceram as duas anteriores intervenções do FMI em Portugal.
Etiquetas: Economia, F(undinho)MI
Corte de 50% no subsídio de Natal vai fazer com que 80% dos portugueses já estejam a viver num estábulo quando a quadra chegar
30 junho, 2011
Pedro Passos Coelho anunciou hoje uma contribuição especial em sede de IRS, equivalente a 50% do valor do subsídio de Natal que acresce ao salário mínimo nacional. «Esta medida permitirá que os portugueses regressem ao verdadeiro espírito da quadra natalícia... estimamos que, chegados a dezembro, cerca de 80% estejam já a viver num estábulo e lá venham a nascer os seus filhos, como aconteceu com o Menino Jesus», explicou o primeiro-ministro, em exclusivo para o Jornal do Fundinho.
A medida, avançada hoje na abertura do debate do Programa do XIX Governo na Assembleia da República, permitirá cumprir os objetivos definidos com o Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu, mas não será a única. «Achei esta ideia do Natal porreira, e então também vamos aumentar o IVA até nos produtos essenciais, que é da maneira que toda a gente vai ficar a ver estrelas... É tipo a estrela que guiou os Reis Magos, eh eh eh», explicou Passos Coelho.
O dia ficou também marcado pela estreia em debates parlamentares do novo ministro das Finanças, Vítor Gaspar. Falando já na parte final da sessão, Gaspar deixou claro qual vai ser a estratégia do Governo para convencer os deputados da oposição: adormecê-los com os seus discursos.
Etiquetas: Economia, F(undinho)MI
Crise leva criador de A Vida é Bela a mudar o nome da empresa para A Vida é Lixada
09 junho, 2011
Desde 2002 que António Quina tem feito sucesso com os pacotes de experiências da empresa pioneira que fundou, A Vida é Bela, mas a crise económica obrigou-o agora a mudar a estratégia e a criar produtos mais adequados às dificuldades que os portugueses estão a viver. «Demos uma volta de 180 graus e até mudámos o nome da companhia para A Vida é Lixada. Onde antes tínhamos experiências de luxo como serviços de manicura, temos agora propostas para os nossos clientes usarem as mãos de forma mais pragmática, com workshops de roubo por esticão», explica o empresário, em exclusivo para o Jornal do Fundinho.
Entre os pacotes agora apresentados pela A Vida é Lixada estão ofertas de três noites ao relento junto à Estação do Rossio, programas de emagrecimento que incluem uma semana inteira sem comer por falta de dinheiro, propostas de atividades desportivas como fugir aos seguranças do Jumbo de Alfragide após roubar uma alheira na secção de charcutaria e experiências radicais como andar pendurado nas portas dos comboios da Linha de Sintra para poupar o preço do bilhete. «Mudámos no sentido que era necessário. É sempre muito importante ouvir o mercado, estar atento ao que ele tem para nos dizer... e, neste caso, o que o mercado nos disse foi: Porra, estou completamente teso», afirma António Quina.

O empresário acredita que os portugueses responderão positivamente à sua nova abordagem à venda de experiências, uma vez que considera que «toda a gente quer proporcionar momentos inesquecíveis às pessoas de quem gosta, mas, com o estado em que se encontra a nossa economia, faz muito mais sentido não habituarmos mal os nossos amigos e familiares... um jantar delicioso num cenário paradisíaco é muito agradável, mas para quê oferecermos algo desse género se no dia seguinte os nossos pais vão ter de voltar a comer carapaus de escabeche na barraca na Arrentela para onde se mudaram porque ficaram sem dinheiro para pagar o crédito da casa?»
O conceito A Vida é Lixada parece, entretanto, estar a ser copiado por outras marcas do ramo. Assim, anunciam-se já pacotes para “Fins de semana de Lixo” da BrokeBox e para “Jantares a Dois Seguidos de Fuga Sem Pagar a Conta” da Poorgift.
Etiquetas: Economia
Homem é tão contra as quintinhas que vendeu todas as suas propriedades no FarmVille
11 maio, 2011
Inocêncio Fernandes, engenheiro informático e conceituado especialista em inovação de mesa de café, vendeu todas as suas propriedades e créditos no jogo social FarmVille. «Digo sempre que a única forma de Portugal avançar é se não nos deixarmos ficar nas nossas quintinhas», justificou esta tarde o próprio, em absoluto exclusivo para o Jornal do Fundinho.
Questionado sobre se não seria parvoíce utilizar um passatempo virtual para fazer valer um profundo pensamento ideológico baseado na ideia de comunidade e trabalho em conjunto, Fernandes manifestou discordância. «É precisamente por causa de pessoas como vocês que não vamos a lado nenhum! Saiam desse pensamento de fação! Hoje os tomates e as maçãs do Facebook, amanhã a solução para a crise e para a fome no mundo!», contrapôs, desvalorizando também o facto de as quintinhas que refere serem, na verdade, metáforas: «Não interessa se são metáforas ou não. Lá está outro exemplo daquilo que eu não me canso de dizer: os recursos estilísticos também nunca saem das suas quintinhas! Assim não dá!»
Mas a venda das quintas do FarmVille não será a única das ações que Inocêncio Fernandes realizará em prol do seu «crescimento pessoal e do progresso de Portugal e do mundo». Já na próxima semana, ele irá colocar-se «ao lado de uma caixa de papelão e refletir sobre este estado de coisas, porque as boas soluções só se encontram se pensarmos fora da caixa» e atirar um tecido de malha ao ar, uma vez que «neste tempo nada se faz se não estivermos preparados para lançar redes».
Etiquetas: Economia
Já há populares acampados à espera do casamento entre Portugal e o FMI
03 maio, 2011
Os primeiros portugueses começaram já a acampar junto a São Bento, onde se vai realizar o casamento de Portugal com a comissão tripartida de ajuda financeira, constituída pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), Comissão Europeia e Banco Central Europeu. Inicialmente previsto para amanhã, o enlace deverá, no entanto, ser adiado, dadas as discordância no seio da comissão sobre o dote adequado.
Nada que desmoralize as centenas de pessoas que, desde ontem, começaram a instalar-se junto à residência oficial do primeiro-ministro. «Espero aqui o tempo que for preciso! É um momento muito importante para o nosso País, não me vejo a estar noutro sítio», declarou, em exclusivo para o Jornal do Fundinho, o primeiro indivíduo a acampar no local por onde passarão os noivos. Desvalorizando as críticas dos que dizem ser este um casamento de conveniência, Desidério Cacém Coito disse também que «o amor é importante, mas o que determina se uma relação resulta ou não é o empenho de ambos, e nós sabemos que pelo menos Portugal vai ficar completamente empenhado».
Cacém Coito revelou que muitos dos campistas improvisados são já quase veteranos de acampamentos para grandes eventos, como é o seu próprio caso. «Comecei por acampar para comprar um bilhete para os U2 em Coimbra. Depois tomei-lhe o gosto... Venho agora dos acampamentos para o casamento real do William e da Kate Middleton e para a beatificação do João Paulo II, mas já participei também nos acampamentos junto ao Pavilhão Atlântico para ver a Lady Gaga, no Estádio da Luz para festejar o título do Porto, na repartição das Finanças para entregar o IRS e na secção de brinquedos do Continente para aproveitar os 50% de desconto em cartão», referiu.
Mas entre a multidão de populares anónimos que se aglomera em São Bento – informações oficiais garantem que só há populares anónimos, desconhecendo-se a presença quer de populares com nome como de impopulares anónimos, ainda que tenhamos vislumbrado duas ou três pessoas que eram olhadas de lado pelas restantes – existem alguns que se destacam mais do que outros. Desde logo, os que se vestem como os seus ídolos, do negociador do FMI Poul Thomsen ao primeiro-ministro José Sócrates, passando por Vítor Constâncio, Bernie Madoff ou Paulo Futre. Mas também a mulher que segura um cartaz em que pede «Trichet dá-me a tua camisola e já agora a tua carteira», o homem que enverga uma t-shirt com a frase «Adam Smith estaria orgulhoso» ou o idoso que coleciona recordações de casamentos mediáticos e que tem já o corta-unhas e o prato de porcelana das uniões entre Portugal e o FMI em 1977 e em 1983.
Etiquetas: Economia, F(undinho)MI
FMI vai ficar com parte do esperma que Maternidade Alfredo da Costa quer cobrar
20 abril, 2011
Depois de se ter sabido que a Maternidade Alfredo da Costa vai iniciar brevemente tratamentos de infertilidade em que o sémen utilizado terá de ser pago, a comissão tripartida que estuda o resgate financeiro de Portugal fez saber que, no âmbito das medidas de austeridade que serão aplicadas, metade dos fluidos recolhidos terão de ser depositados nos cofres do Fundo Monetário Internacional (FMI). «Os portugueses têm de perceber que todos os sacrifícios serão poucos. Eu compreendo que é difícil admitir que terão de ser chupados até ao tutano... Bem, chupar talvez não seja a melhor das palavras quando se está a falar de esperma», declarou hoje o negociador Poul Thomsen, em rigoroso exclusivo para o Jornal do Fundinho.
Esta imposição da missão externa, a primeira a ser conhecida desde que os seus membros chegaram ao nosso País, surgiu após uma alteração à maratona de encontros prevista para hoje. Assim, em vez de reunir apenas com as confederações patronais, os economistas do FMI, Banco Central Europeu e Comissão Europeia estiveram também com Zezé Camarinha e Cristiano Ronaldo. Thomsen explicou no final que «foi muito importante para nós podermos saber a opinião dos dois maiores produtores de esperma portugueses».
Apesar de parco em declarações, o chefe da equipa de peritos internacionais fez questão de deixar uma palavra de «profunda admiração» para com o povo português. «Depois de vermos o estado em que está o vosso País, consideramos admirável que vocês ainda não tenham perdido a vontade de produzir esperma», concluiu Poul Thomsen.
Etiquetas: Economia, F(undinho)MI
Representantes do FMI em Portugal em 1977 e 1983 já praxaram elementos da nova comitiva
12 abril, 2011
Os técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central Europeu (BCE) e Comissão Europeia, que vão analisar a situação da economia portuguesa para determinar o valor exato da assistência financeira pedida pelo Governo, começaram hoje o seu trabalho mas já estão desde ontem em Lisboa. A chegada antecipada teve como objetivo permitir que os caloiros fossem praxados, como é da tradição, pelos doutores das turmas de 1977 e 1983 das intervenções do FMI em Portugal.
«Foi espetacular! Andámos ali na zona do Terreiro do Paço a gritar “Aqui vai o FMI, chegámos agora aqui para cortar tudo rente! É a malta do caralho, a quem tem o maior vergalho e vai foder toda a gente!” Adorei», relatou Poul Thomsen, em exclusivo para o Jornal do Fundinho. O negociador dinamarquês, que chefia a missão, contou também que a praxe teve início ainda no Aeroporto da Portela, com os veteranos a receberem os seus sucessores com gritos de «E esta merda é toda nossa, olé, olé!»

Mas nem todos os elementos da delegação tripartida FMI/BCE/Comissão Europeia partilharam do mesmo entusiasmo, com alguns a queixarem-se mesmo de abusos. «Houve situações mais fortes, nomeadamente as de cariz sexual... mas piadas e brincadeiras em torno da genitália são normais quando temos um grupo de homens que se junta para cortar os tomates a um país», argumentou Thomsen, reconhecendo, no entanto, «que obrigar os caloiros a meter a mão em bosta de vaca pode ter alguma piada, mas obrigá-los a apertar a mão ao José Sócrates e ao Teixeira dos Santos é, de facto, violência gratuita».
As reuniões da comissão de resgate com os responsáveis pelas Finanças nacionais começaram ao início da tarde de hoje, mas existem rumores de se ter tratado de uma reunião-fantasma, organizada pela trupe do Governo de 1983, liderada por Mário Soares. Ainda assim, espera-se que a partida praxista não coloque em causa o calendário definido: no final de maio deverá chegar a primeira tranche de ajuda a Portugal, em junho entra em ação o programa de três anos e em julho Portugal torna-se subitamente num dos países mais ricos do mundo após a tomada de posse de Vale e Azevedo como ministro das Finanças.
Etiquetas: Economia, F(undinho)MI
Cavaco corrige de novo: Não é FMI, é FEEF, e portugueses não estão lixados, estão fod****
08 abril, 2011
Depois de, na passada semana, ter afirmado que é errado falar-se no Fundo Monetário Internacional (FMI) e aconselhado os jornalistas a referir antes o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), Cavaco Silva voltou hoje a usar os seus reconhecidos méritos de economista de exceção para explicar, em rigoroso exclusivo para o Jornal do Fundinho, que «ao contrário do que se tem dito, os portugueses não têm a vida lixada, eles estão é completamente fod****».
O Presidente da República continuou a recusar, no entanto, comentar o pedido de ajuda externa feito pelo Governo português à Comissão Europeia. Num intervalo entre sessões do encontro dos chefes de Estado sem poderes executivos que integram o Grupo de Arraiolos, disse apenas: «Agora não. O ponto de Arraiolos é muito complicado e eu ainda nem vou a meio do meu tapete. O Presidente da Letónia já quase acabou o dele e a minha prioridade é não passar pela vergonha de ser o último».
O encontro informal em que Cavaco participa acontece a poucas dezenas de quilómetros da reunião do Econfin, que junta os ministros das Finanças dos Estados-membros da União Europeia e está a ser dominada pelo resgate da economia nacional e pelas rendas de bilros.
Etiquetas: Economia, F(undinho)MI
Pobres invadem campos de golfe porque este é o único desporto que têm dinheiro para praticar
15 março, 2011
Após o anúncio da decisão do Governo em baixar o IVA aplicado ao golfe para 6%, milhares de portugueses pobres estão a correr para os campos de prática daquela modalidade, por esta ter passado a ser a única ao alcance das suas bolsas. «Ontem até estive no Lidl a olhar para umas bolas de futebol... Só a olhar mesmo, que com o IVA a 23% como é que eu havia de conseguir comprar uma? Mas quando soube desta notícia, comprei logo um conjunto de tacos, andei 25 quilómetros a pé, que não tenho dinheiro para o bilhete da camioneta, e vim aqui para o Clube de Campo da Aroeira para jogar uns buracos», afirma, em exclusivo para o Jornal do Fundinho, Alberto Graneleiro, serralheiro de tubos na Lisnave.
Mas Graneleiro é apenas um dos muitos remediados e miseráveis nacionais que se estão a iniciar na prática do golfe. Os responsáveis pelos principais campos da zona de Lisboa estimam um aumento de afluência na ordem dos 300%, calculado em função das entradas registadas e do número de garrafas vazias de tinto da Adega Cooperativa do Cartaxo abandonadas nos greens. Mesmo assim, o serralheiro e golfista com um surpreendente handicap 5 não hesita em criticar a resolução do Executivo de José Sócrates: «A verdade é que esta é uma medida segregacionista. Eu, por exemplo, tive de deixar de participar nos torneios de malha e de berlinde, devido aos custos absolutamente incomportáveis que eles representam. Desta forma, os pobres ficam condenados ao gueto do golfe!»
De acordo com Alberto Graneleiro, esta é mais uma das muitas dificuldades com que os portugueses de menores rendimentos têm de se confrontar atualmente. «Como se já não tivéssemos problemas que chegassem... Eu, por exemplo, andava há anos a poupar para comprar um Mini em sétima mão, mas com o preço a que está a gasolina, achei melhor desistir da ideia. Tive de me contentar com um iate de luxo, porque só pago 80 cêntimos por litro de gasóleo, o que sempre dá para compensar o investimento», explica.
Etiquetas: Economia
Governo nega que nova lei laboral vá aumentar despedimentos, até porque já quase não há portugueses empregados
16 dezembro, 2010
As medidas ontem apresentadas pelo Governo, como a criação de um fundo com descontos dos trabalhadores para financiar os seus próprios despedimentos, não irão contribuir para aumentar o número de pessoas sem trabalho em Portugal, garante o Governo. «Posso assegurar que praticamente não vai fazer diferença... Quase todos os portugueses já estão desempregados, como é que a percentagem há de subir?», argumentou, em exclusivo para o Jornal do Fundinho, José Sócrates.
Da iniciativa para a competitividade e o emprego ontem aprovada em Conselho de Ministros, constam ainda soluções como a criação de um teto máximo às indemnizações pagas aos trabalhadores em caso de despedimento e o desenvolvimento de programas que permitam às empresas um mais fácil ajustamento às flutuações da procura. O primeiro-ministro explicou o alcance do programa: «No fundo, isto é como arrancar os tomates da classe média à dentada e depois dizer às pessoas que foram beneficiadas com uma intervenção para potenciamento das capacidades e competências profissionais. Sim, porque quem queira ter um emprego hoje em dia, é bom que não tenha tomates».
Já hoje, a Comissão Europeia congratulou-se com as 50 medidas anunciadas pelo Executivo, por permitirem que o «mercado laboral funcione de uma forma mais ágil». Em comunicado, foi o próprio presidente da Comissão, Durão Barroso, quem afirmou que se já existisse uma lei laboral deste género quando foi primeiro-ministro de Portugal, talvez tivesse conseguido arranjar um tacho ainda melhor do que aquele que tem agora.
Etiquetas: Economia
Tena lança no mercado novo produto para controlar fugas do Wikileaks
01 dezembro, 2010
A empresa detentora da marca Tena apresentou hoje um novo produto daquela linha, o Tena Wiki, com o qual promete controlar as fugas provocadas pelo site Wikileaks. De acordo com Leandro Gota, representante da marca em Portugal e no Principado da Fuzeta, estará em causa o controlo completo da incontinência de informação classificada. «Conversámos com muitos, muitos dirigentes mundiais, para que, em conjunto, pudéssemos prestar o apoio prático e emocional de acordo com as suas necessidades particulares, com o objetivo de acabar de forma definitiva com aquelas pequenas perdas diárias que causam grandes transtornos: as perdas de segredos de Estado», afirmou Gota, em exclusivo para o Jornal do Fundinho.
Com o Tena Wiki, a conhecida marca de produtos para a incontinência pretende oferecer uma resposta para um problema que, nesta semana, atingiu uma dimensão provavelmente nunca antes vista. «Sabemos bem aquilo com que estamos a lidar. Por vezes, é só um fiozinho, mas outras vezes são verdadeiras torrentes incontroláveis... queremos estancar toda e qualquer fuga, para que nem Obama, nem Sarkozy nem Merkel tenham de passar pelo desconforto de discursar em público com medo de se estar a notar o que pretendiam esconder», explicou Gota, que avançou ainda que «ao acabar com as preocupações com as perdas, os responsáveis mundiais poderão continuar a sentir-se confiantes, independentemente da quantidade da sua roupa suja que foi lavada em público».

Disponível passará a estar, então, uma completa gama de soluções. «Para um longo dia passado fora da residência oficial ou da embaixada, a escolha da proteção para os problemas de fugas de informação recairá num produto que ofereça maior segurança, enquanto que noutras situações se poderá optar por um mais ligeiro mas que passe despercebido. Por isso, muita gente gosta de alternar entre níveis de absorção de escândalos de acordo com os seus planos para o dia», argumentou o representante da Tena. Para já, estarão à venda o Tena Wiki Mini, que é uma inovação em proteção discreta e ideal para quem perde apenas algumas mensagens sem importância, o Tena Wiki Extra, que mantém a discrição mas absorve mais rapidamente e é indicado para quando são revelados documentos em que se chamam nomes ao governante estrangeiro com quem se vai ter uma reunião no próprio dia, e o Tena Wiki Super, que tem o maior nível de absorção dentro da gama e que deve ser usado em situações de perdas enormes de informações ultrassecretas, tendo porém o inconveniente de ser impossível não reparar que se está a usar algo para abafar a fuga.
Entre os responsáveis pela marca, a confiança no sucesso do Tena Wiki é grande, em larga medida por ser esta uma questão com um carácter verdadeiramente universal «Jovens e menos jovens, presidentes e primeiros-ministros, diretores de serviços secretos e diplomatas... os problemas de fugas de informação podem afetar toda a gente em qualquer idade e em qualquer cargo», confirmou Leandro Gota. Os interessados poderão experimentar amostras grátis durante as próximas semanas, tendo sido abertas linhas diretas para receber pedidos de Washington, Moscovo, Paris, Berlim, Pequim e do Vaticano.
Etiquetas: Economia
Telefónica junta saco de caramelos de Badajoz à proposta sobre a Vivo
02 julho, 2010
A Telefónica anunciou hoje que vai apresentar uma nova proposta sobre a participação da PT na Vivo, uma vez que esta é a única forma jurídica de contornar o veto do Estado à operação. Assim, além dos mais de sete mil milhões de Euros já anunciados, a operadora espanhola sobe agora a oferta juntando-lhes um saquinho com caramelos comprados em Badajoz.
José Sócrates, no entanto, revelou já que tal não será suficiente para convencer o Governo a abdicar da golden share. «Não esperem que deixemos de defender os interesses do País. Os espanhóis que não pensem que vamos vender a Vivo ao desbarato! Eles vão ter de oferecer pelo menos umas caixinhas de torrão de Alicante», garantiu o primeiro-ministro, em exclusivo para o Jornal do Fundinho. Como a transação poderá ainda ser concluída até 16 de julho, Sócrates admite, porém, rever a sua posição: «Tudo é possível. Comigo não há negócios impossíveis, podem perguntar ao Charles Smith».
A nova proposta da Telefónica poderá, porém, nem chegar à Assembleia Geral da PT, uma vez que a administração da empresa portuguesa estará em condições de decidir sobre a mesma, impedido dessa forma o uso pelo Estado da golden share. Sócrates admite essa hipótese mas acredita que tal não acontecerá: «Estou em crer que os nossos amigos espanhóis quererão que tudo se resolva de forma positiva. Aproveito, até, para lhes deixar uma mensagem: Nó vai haver probliemas entre niós, purque sumos irmanos e irmanos num si chatéam por causia di dinhiero». O líder do Executivo fez mesmo questão de sustentar a sua opinião lembrando relações pessoais de amizade que mantém com espanhóis famosos, como José Luis Zapatero e Luís Figo.
O primeiro-ministro aproveitou ainda para reforçar que a única coisa que move o Governo contra este negócio é a «defesa intransigente do futuro do meu querido Portugal». José Sócrates pediu depois desculpa por ter de terminar a conversa, mas ainda tinha de passar por uma agência do Santander para levantar um novo cartão de crédito, uma vez que tinha perdido o antigo quando andava às compras e não tinha a certeza se o tinha deixado na loja da Zara, na secção de perfumaria do El Corte Inglés ou numa bomba da Repsol.
Etiquetas: Economia
Patrões dos transportes celebraram 25 de abril com anúncio de greve dos trabalhadores
26 abril, 2010
A Associação Nacional das Transportadoras Portuguesas (ANTP) celebrou o 39.º aniversário do 25 de abril anunciando, na véspera, uma greve do setor. O sentido da homenagem à Revolução dos Cravos foi hoje explicado, em rigoroso exclusivo para o Jornal do Fundinho, pelo presidente da organização, Francisco Esperto: «Patrões a convocarem uma greve... hein, querem algo mais esquerdalho do que isto? Bela homenagem ao espírito do 25 de abril!» A decisão de avançar para a paralisação foi tomada por unanimidade entre cerca de 100 associados, representando diversas sensibilidades do espetro laboral: patrões de grandes empresas, patrões de médias empresas, patrões de pequenas empresas e patrões de microempresas. «Esta é uma das heranças de abril, poder ver sentados a uma mesma mesa patrões, patrões e patrões. Sem esquecer os patrões», reforçou Esperto.
Das reivindicações da ANTP fazem parte a redução de oito cêntimos no litro do gasóleo e a alteração do regime de contraordenações, por exemplo. E caso as exigências não sejam atendidas pelo Governo, Esperto avisou já que as forma de luta poderão endurecer: «Nada receamos! Se for necessário, os nossos funcionários também fazem greve de fome! Por muito que lhes custe!» Entre as iniciativas equacionadas pelo patronato dos transportes, estão ainda a auto-imolação dos camionistas, uma tourada de beneficência em que o papel dos touros será desempenhado pelos motoristas e um suicídio coletivo faseado dos motoristas.
Apesar das críticas, que sugerem que a ANTP não pode convocar uma greve por ser uma associação de empregadores e defender unicamente os seus interesses, Francisco Esperto reforçou interessar-lhe a defesa de todo o setor. «Nós não queremos só o fim das portagens nas SCUT ou a redução do custo das autoestradas à noite. Também queremos a alteração do Código do Trabalho, para que os nossos motoristas possam conduzir mais horas e desfrutar por mais tempo do enorme prazer que é trabalhar para nós». Questionado sobre o facto deste aumento poder conduzir os trabalhadores à greve, o dirigente patronal foi claro: «Greves para defender os trabalhadores? Não foi para isso que se fez o 25 de abril!»
Etiquetas: Economia
Partidos chegam a acordo e apresentam PEC que vai trazer crescimento e prosperidade para Portugal
25 março, 2010
Os partidos com assento parlamentar apresentaram e aprovaram hoje, na discussão do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) na Assembleia da República, uma versão conjunta daquele documento. É este o resultado de um acordo que junta PS, PSD, CDS-PP, Bloco de Esquerda, PCP e Os Verdes em torno de um conjunto de medidas consensuais que, garantem todos os economistas e comentadores políticos, lançará Portugal num caminho de crescimento económico, estabilidade social, equidade e felicidade genérica sem fim.
De acordo com Nicolau César Silva Lopes Metello, em exclusivo para o Jornal do Fundinho, «trata-se de mais uma prova do elevado sentido de estado dos partidos que formam a democracia portuguesa, que só não é surpreendente porque praticamente todos os dias surgem semelhantes demonstrações de responsabilidade, que nos deixam tranquilos quanto à qualidade dos nossos dirigentes políticos». O reputado economista e tarólogo sublinha as perspetivas profundamente otimistas que o novo PEC abre ao país: «Os tempos que aí vêm vão ser de profunda prosperidade. As estratégias apresentadas são tão seriamente ponderadas e responsáveis que não há outro caminho que não seja um crescimento acentuado da receita e um considerável emagrecimento das despesas supérfluas, que resultarão numa justiça social nunca antes vista». Nicolau César Silva Lopes Metello acrescenta ainda que «este PEC é tão bom, mas tão bom, e as suas consequências serão tão positivas, mas tão positivas, que há bocado até vi o Medina Carreira a dançar nu na rua e a gritar que o presente é radioso e que o futuro será uma maravilha».
Com as notícias que, desde que foi anunciado o acordo em torno do PEC, começaram a surgir na imprensa nacional e internacional, um clima de euforia tomou conta de Portugal. Só à conta do otimismo gerado, Américo Amorim anunciou que vai distribuir a sua riqueza pelos pobres, Joe Berardo prometeu que aprenderá a falar português, Cristiano Ronaldo manifestou o desejo de ser imediatamente transferido para o Benfica e Cavaco Silva fez as pazes com José Sócrates.
Etiquetas: Economia
PEC: Governo avança com privatizações sob o mote "Para ajudar basta arredondar"
12 março, 2010
O Governo conta arrecadar seis mil milhões de Euros com as privatizações previstas no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), sendo um terço desse valor proveniente da campanha "Para ajudar basta arredondar", que será lançada em simultâneo. O anúncio foi feito hoje pelo ministro das Finanças, à margem da aprovação do Orçamento do Estado na Assembleia da República.
«A ideia é muito simples: se um empresário pretender, por exemplo, comprar a parte do Estado na REN por 1,2 milhões de Euros, eu vou perguntar-lhe se quer arredondar para 1,5 milhões, para ajudar a reduzir a dívida pública», explicou Teixeira dos Santos, em exclusivo para o Jornal do Fundinho. Porém, se um investidor pretender contribuir com um maior nível de solidariedade, o valor do arredondamento fica ao seu critério, como sublinhou o ministro: «Confiamos que haverá muita gente no tecido empresarial que vai querer ajudar, porque todos sabemos que o empresariado nacional é constituído por pessoas de bem e respeitadoras dos mais básicos valores éticos e humanos... Por isso, e para demonstrar a boa vontade do Governo, se alguém quiser comprar os CTT por cinco milhões, estamos dispostos a deixar morrer à fome os velhotes das aldeias do interior que recebem as pensões pelo correio e que só dão prejuízo à empresa». O responsável pela pasta das Finanças afirmou ainda estar «convicto de que o País estará à altura do desafio que é enfrentar as consequências dessa enorme e terrível tragédia que foi a governação do PS».
Mas a campanha "Para ajudar basta arredondar" não é a única iniciativa de solidariedade prevista no PEC. O plano que será entregue em Bruxelas prevê ainda a realização de um leilão em que será possível licitar sobre os pilotos da TAP que vão fazer greve na Páscoa e dois cabazes de robalos dados por Manuel Godinho a Armando Vara porque este lhe disse onde era a sede da EDP.
Etiquetas: Economia
Ministro das Finanças apanhado a ver fotos de antecessores nus em direto na TV
05 fevereiro, 2010
O ministro das Finanças foi surpreendido a ver imagens de anteriores detentores da pasta nus no seu computador, enquanto era entrevistado em direto para o canal de televisão norte-americano CNN. Fernando Teixeira dos Santos estava a ser entrevistado pelo jornalista Richard Quest quando decidiu ver fotografias eróticas dos anteriores ministros Medina Carreira, Silva Lopes e Ernâni Lopes, sem reparar que a câmara estava apontada na sua direção. «Perdi-me um bocado com as perguntas do entrevistador... Quando dei por mim estava a ver aquelas imagens de ministros das Finanças do tempo em que eles tinham mesmo de saber fazer contas de somar», explicou o governante, em exclusivo para o Jornal do Fundinho.

Aparentemente, Teixeira dos Santos poderá ter sido vítima de uma brincadeira do seu antigo colega de Governo Manuel Pinho que, vendo que ele estava na televisão, lhe terá enviado um e-mail, antes de lhe dizer para se virar. No direto, foi possível ver que só após três imagens Teixeira dos Santos se apercebeu de que estava a ser filmado. O próprio confirmou: «É verdade, depois da foto do Ernâni Lopes em bikini, o Pinho meteu conversa comigo no Skype e disse-me para me virar... E foi mesmo em boa altura, porque parece que as imagens seguintes eram do Cavaco com fio dental e da Ferreira Leite completamente vestida... o que mesmo assim é assustador!»
O episódio originou entretanto uma verdadeira onda de solidariedade para com o ministro das Finanças, nas redes sociais da Internet. Só no Facebook, o grupo "Não Demitam o Teixeira dos Santos, se Não o Mandaram Embora pelas Trapalhadas com os Orçamentos do Estado Isto Também Não é Razão" já tem mais de seis milhões de fãs e o vídeo da situação disponível no YouTube foi até agora visto mais de três milhões de vezes, ultrapassando largamente o anterior recorde do Governo: o milhão de visualizações do filme que mostra José Sócrates a citar grosseiramente Fernando Pessoa para uma reportagem televisiva e em que é possível vislumbrar o auricular que lhe permitia estar simultaneamente a escutar o Presidente da República.
Etiquetas: Economia
Juízo de Instrução Criminal de Aveiro avança com novo tarifário
03 dezembro, 2009
O juiz de instrução criminal do Baixo Vouga, em Aveiro, anunciou ontem o lançamento de um novo tarifário para as chamadas entre amigos. O plano pós-pago permitirá aos clientes daquele tribunal, nomeadamente aos arguidos do processo Face Oculta, realizar chamadas ilimitadas, em Portugal e no estrangeiro, para um grupo alargado de amigos, pagando posteriormente apenas uma caução de 25 mil Euros.
Aderindo a este plano tarifário, o cliente fica, porém, impossibilitado de contactar com quatro dos seus amigos incluídos no grupo por si definido, mesmo que por SMS. O novo tarifário é válido para chamadas de todas as redes e pode ser subscrito mesmo por clientes que tenham trocado recentemente de telemóvel ou de cartão.
Em comunicado, o juíz explica que a introdução deste novo plano pretende eliminar as barreiras à utilização do telemóvel na prática da corrupção, desobrigando os corruptores e os corrompidos de preocupações com carregamentos obrigatórios ou prazos de validade. A adesão é gratuita e pode ser feita através do serviço de apoio ao cliente, sediado no Palácio de São Bento.
O primeiro cliente a subscrever o tarifário, o ex-ministro Armando Vara, manifestou-se satisfeito com a escolha, afirmando na ocasião, em exclusivo para o Jornal do Fundinho: «Estou particularmente contente com a liberdade que este pacote me proporciona. É óptimo não estar preso... a planos pré-pagos, isto é». Vara disse mesmo que esta «uma oferta extraordinária, é praticamente uma prenda que me dão, melhor do que isto só mesmo um cabaz de robalos».
Etiquetas: Campanha Negra, Economia





































