Inspeção da ASAE encerrou turbante de Chackall
27 outubro, 2011
Operação de larga escala pode deixar travo amargo na boca dos chefs portugueses.
Uma equipa de inspetores da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) encerrou hoje o turbante do chef Chackall, após uma ação de fiscalização. Entre as diversas irregularidades detetadas, aquela que foi considerada pelos agentes como a mais grave acabou por ser a confeção de pratos banalíssimos disfarçados de alta cozinha com recurso ao aspeto excêntrico do cozinheiro, ao azul profundo dos seus olhos e a uma utilização peculiar do dialeto galaico-português. O subterfúgio tinha particular sucesso entre as clientes do sexo feminino e as outras, do sexo masculino.
O conhecido chef contestou já o encerramento do turbante e garantiu que vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para que ele seja reaberto o mais depressa possível. «Como é que eu posso cozinhar sem o meu ingrediente secreto? Isto não pode acontecer! Ninguém vai acreditar que a minha cozinha é de elevada qualidade se eu me apresentar com um banalíssimo chapéu de cozinheiro! Ainda acabam mesmo a provar os pratos!», queixou-se Chackall, em exclusivo para o Jornal do Fundinho, referindo ainda que «as minhas criações afrodisíacas, se eu não as apresentar com o meu turbante, tornam-se tão sensuais como um prato de carapaus em escabeche».

A ação hoje levada a cabo pela ASAE faz parte de uma operação de grande escala com enfoque nos maiores chefs e restaurantes portugueses, sendo possível que os encerramentos venham a suceder-se. Para já, e além do turbante de Chackall, foram também já interditados a pera de Henrique Sá Pessoa, o nome estrangeiro de Olivier e o trem de cozinha Ideia Casa de Filipa Vacondeus.
Depois de uma série de iniciativas mediáticas nos últimos anos, a ASAE ficou conhecida pelo seu apetite voraz, o que pode indiciar que, desta vez, o caldo está mesmo entornado numa atividade já de si muitas vezes apimentada pela rivalidade entre chefs. Certo é que a missão desta entidade não será seguramente uma pera doce, dado que os protagonistas do setor se confessam enjoados com toda a situação e muitos garantem mesmo já lhes ter chegado a mostarda ao nariz. E a situação só não ficará mais azeda porque se nos esgotaram as referências culinárias.
Uma equipa de inspetores da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) encerrou hoje o turbante do chef Chackall, após uma ação de fiscalização. Entre as diversas irregularidades detetadas, aquela que foi considerada pelos agentes como a mais grave acabou por ser a confeção de pratos banalíssimos disfarçados de alta cozinha com recurso ao aspeto excêntrico do cozinheiro, ao azul profundo dos seus olhos e a uma utilização peculiar do dialeto galaico-português. O subterfúgio tinha particular sucesso entre as clientes do sexo feminino e as outras, do sexo masculino.
O conhecido chef contestou já o encerramento do turbante e garantiu que vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para que ele seja reaberto o mais depressa possível. «Como é que eu posso cozinhar sem o meu ingrediente secreto? Isto não pode acontecer! Ninguém vai acreditar que a minha cozinha é de elevada qualidade se eu me apresentar com um banalíssimo chapéu de cozinheiro! Ainda acabam mesmo a provar os pratos!», queixou-se Chackall, em exclusivo para o Jornal do Fundinho, referindo ainda que «as minhas criações afrodisíacas, se eu não as apresentar com o meu turbante, tornam-se tão sensuais como um prato de carapaus em escabeche».

Chackall quer poder reabrir o turbante [foto E. Calhau]
A ação hoje levada a cabo pela ASAE faz parte de uma operação de grande escala com enfoque nos maiores chefs e restaurantes portugueses, sendo possível que os encerramentos venham a suceder-se. Para já, e além do turbante de Chackall, foram também já interditados a pera de Henrique Sá Pessoa, o nome estrangeiro de Olivier e o trem de cozinha Ideia Casa de Filipa Vacondeus.
Depois de uma série de iniciativas mediáticas nos últimos anos, a ASAE ficou conhecida pelo seu apetite voraz, o que pode indiciar que, desta vez, o caldo está mesmo entornado numa atividade já de si muitas vezes apimentada pela rivalidade entre chefs. Certo é que a missão desta entidade não será seguramente uma pera doce, dado que os protagonistas do setor se confessam enjoados com toda a situação e muitos garantem mesmo já lhes ter chegado a mostarda ao nariz. E a situação só não ficará mais azeda porque se nos esgotaram as referências culinárias.
Etiquetas: Sociedade
1 comentário(s):
Comida gira, ambientes giros, preços elevados, mas a qualidade das cozinhas, deve ser ZERO. Depois queixam-se que a ASAE não gosta do turbante...
por
Anónimo, 02 novembro, 2011