Cavaco reforça discurso do 5 de Outubro e diz que a alegria da pobreza é esta grande riqueza de dar e ficar contente
08 outubro, 2011
Presidente quer que os portugueses estejam confiantes... e humildes... e simples.
Depois de, no discurso que assinalou o 101.º aniversário da implantação da República, ter instado os portugueses a redescobrirem o «valor republicano da austeridade digna», Cavaco Silva voltou hoje ao tema. «Exorto todos os meus compatriotas a descobrirem a alegria da pobreza, que é esta grande riqueza de dar e ficar contente», afirmou, em rigoroso exclusivo para o Jornal do Fundinho, após acabar a salada de fígado de aves e uvas pretas, regada com um vinho tinto Evel Grande Escolha, que fazia parte da ementa de um jantar de solidariedade da Associação para Esconder os Pobrezinhos e Outras Coisas que Sujam as Ruas.

O Presidente da República lançou ainda um repto para que os portugueses não percam o otimismo: «O que importa é que, no conforto pobrezinho do lar, haja fartura de carinho. É que basta pouco, poucochinho p'ra alegrar uma existência singela: é só amor, pão e vinho e um caldo verde, verdinho, a fumegar na tigela». Cavaco garantiu ainda que estará sempre disponível para receber e ajudar o primeiro-ministro, «desde que ele bata à porta humildemente, pode sempre sentar-se à mesa co’a gente». Questionado sobre se as suas intervenções passariam, a partir de agora, a ser meras expressões populares com um travo aos tempos do salazarismo, o chefe de Estado respondeu «Como assim, a partir de agora?»
Mostrando-se determinado em «dar sinais de grande esperança para quem passa por dificuldades e em acabar este turamisù ao rum que está uma delícia», Cavaco Silva fez questão não terminar as suas declarações sem lembrar outros ideais republicanos que gostava de ver recuperados. «Ainda temos a severidade honrada, o rigor virtuoso, a sobriedade nobre e a penitência casta... Bolas, este último tinha-o guardado para quando conseguisse arranjar maneira de voltar a acabar com essa vergonha do aborto...», referiu.
Depois de, no discurso que assinalou o 101.º aniversário da implantação da República, ter instado os portugueses a redescobrirem o «valor republicano da austeridade digna», Cavaco Silva voltou hoje ao tema. «Exorto todos os meus compatriotas a descobrirem a alegria da pobreza, que é esta grande riqueza de dar e ficar contente», afirmou, em rigoroso exclusivo para o Jornal do Fundinho, após acabar a salada de fígado de aves e uvas pretas, regada com um vinho tinto Evel Grande Escolha, que fazia parte da ementa de um jantar de solidariedade da Associação para Esconder os Pobrezinhos e Outras Coisas que Sujam as Ruas.
Cavaco apoiando a austeridade digna [foto E. Calhau]
O Presidente da República lançou ainda um repto para que os portugueses não percam o otimismo: «O que importa é que, no conforto pobrezinho do lar, haja fartura de carinho. É que basta pouco, poucochinho p'ra alegrar uma existência singela: é só amor, pão e vinho e um caldo verde, verdinho, a fumegar na tigela». Cavaco garantiu ainda que estará sempre disponível para receber e ajudar o primeiro-ministro, «desde que ele bata à porta humildemente, pode sempre sentar-se à mesa co’a gente». Questionado sobre se as suas intervenções passariam, a partir de agora, a ser meras expressões populares com um travo aos tempos do salazarismo, o chefe de Estado respondeu «Como assim, a partir de agora?»
Mostrando-se determinado em «dar sinais de grande esperança para quem passa por dificuldades e em acabar este turamisù ao rum que está uma delícia», Cavaco Silva fez questão não terminar as suas declarações sem lembrar outros ideais republicanos que gostava de ver recuperados. «Ainda temos a severidade honrada, o rigor virtuoso, a sobriedade nobre e a penitência casta... Bolas, este último tinha-o guardado para quando conseguisse arranjar maneira de voltar a acabar com essa vergonha do aborto...», referiu.
Etiquetas: Nacional