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Senhor do Pirete irritado com atenção dada ao Senhor do Adeus

13 novembro, 2010

Homenagens a um ícone de Lisboa causam insatisfação num pintas de Lisboa.

Desde que, na quinta-feira, começaram a ter lugar diversas homenagens e manifestações de pesar pela morte do conhecido Senhor do Adeus, que Carlos Manuel Santos, o Manecas, não consegue conter a indignação. Ele é o desconhecido Homem do Pirete, que, desde há mais de uma década, repete todas as noites aquele gesto aos transeuntes que com ele se cruzam junto à tasca que costuma frequentar em Alfama. «Toda a gente fala do velhote que dizia adeus, mas de mim ninguém diz nada. Eu ando a espetar o meu dedo do meio há mais de 15 anos, à chuva e ao frio... é verdade que não dou nem por uma nem pelo outro, porque geralmente estou com os copos, mas mesmo assim merecia que alguém se lembrasse de mim», lamenta, em exclusivo para o Jornal do Fundinho.
A história do Senhor do Pirete começou quando, por mero acaso, fez um pirete na direção de uma pessoa que passava na rua, que lhe devolveu o gesto. «Fiquei irritado e fiz o mesmo para outra e depois para mais uma e mais outra e ainda mais outra. Quando dei por mim, era madrugada e estava a dormir na valeta todo coberto de urina... Mas o que interessa é que percebi que ninguém bate num tipo bêbedo, mesmo que ele lhes esteja a fazer um pirete, e desde aí que essa se tornou a minha vida», relata Manecas. Questionado sobre se teria sido levado a este ritual devido a uma profunda solidão, recusa terminantemente a ideia: «Não há solidão nenhuma! Você já foi ver jogar o Sporting a Alvalade, por exemplo? Aquilo está sempre cheio de Senhores do Pirete!»

Senhor do Pirete sente-se injustiçado [foto E. Calhau]

O que Manecas não esconde é sentir-se profundamente injustiçado pelo ostracismo a que está votado, em comparação com o entretanto desaparecido Senhor do Adeus. «Quer dizer, ele dizia adeus e era o maior e eu só porque faço piretes já sou um ordinário e não sei quê... Quem disse que um pirete não pode ser um gesto de aproximação, uma manifestação urbana de poesia, uma radical expressão de ternura? Quer dizer, até parece que quando você faz um pirete a alguém o está a mandar para o car****», lamenta, lembrando as injustiças semelhantes por que diz passarem também o Senhor do Manguito e o Senhor da Cuspidela na Cara.
Apesar de tudo, Manecas também esteve anteontem à noite na despedida ao Senhor do Adeus: «Cheguei a acenar três ou quatro vezes, mas achei que aquilo era muito fraquinho. Acenos são coisa de meninos...» O Senhor do Pirete encontra-se desde essa altura internado no Hospital de Santa Maria, depois de ter sido espancado por mais de uma centena de pessoas, na zona do Saldanha, por motivos ainda por apurar.

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Arnaldo Midões

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