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«Eu queria ser peregrina de Fátima...»

12 maio, 2007

Maria da Proximidade é peregrina, mas não poderá nunca cumprir o seu sonho de se tornar peregrina de Fátima. Na véspera das celebrações dos 90 anos do milagre, o Jornal do Fundinho foi descobrir, em entrevista exclusiva, o drama de uma peregrina que mora em Fátima.

Sra. Maria da Proximidade, o que sente?
Hein?

Sim, é a pergunta que todos os jornalistas fazem para começar qualquer entrevista...
Eu estou bem...

Conte-nos o seu drama...
Não é bem um drama...

Ouça lá, quer ser entrevistada ou não?
É um drama terrível! Eu tenho um sonho... Mas, infelizmente, derivado a circunstâncias, não posso concretizá-lo.

E que sonho é esse?
Eu queria ser peregrina de Fátima. Mas, como moro em Fátima, não posso! Não há Deus que se preze que leve a sério um peregrino que percorre apenas 250 metros...

É algo de que raramente se fala...
Sim, nós peregrinos que moram em Fátima somos olhados de lado pela sociedade, somos considerados inferiores, chamam-nos preguiçosos...

E que mais?
Olhe, por exemplo, se formos a um café nem nos querem cobrar 20 Euros por um copo de água porque dizem que não somos peregrinos a sério... Os camionistas passam por nós e, mesmo que esteja uma grande poça à nossa beira, desviam-se para não nos molharem... É uma discriminação muito grande! Aliás, por causa disso, eu queria pedir-lhe que não usasse o meu nome verdadeiro...

Claro, pode ficar descansada, Sra. Maria da Proximidade!
Obrigada. É que já me basta o sofrimento enorme que tenho pelo meu filho...

Que sofrimento é esse?
Ele é endrogado. Eu já fiz uma promessa de ir a Fátima a pé, mas, como já lá moro, Nossa Senhora não fez grande caso. Ele ainda passou de consumir heroína para consumir cocaína, mas continua agarrado. Rouba-me as coisas todas cá de casa...

Deve ser uma situação horrível...
É, sim. Já não temos frigorífico nem televisão, o serviço de louça já foi quase todo... Eu até já fiz uma promessa de ir a Fátima a pé para ver se Nossa Senhora nos dava uma máquina de lavar louça, mas ela só me concedeu mesmo a graça de um esfregão.

E que outras dificuldades enfrenta um peregrino que mora em Fátima?
Olhe, é muito difícil encontrar quem queira servir de apoio, acompanhando-nos de carrinha ou de carro, para irmos a Fátima. Dizem todos que, como já lá moramos, não precisamos de apoio nenhum!

É difícil, portanto...
E a Cruz Vermelha, por exemplo, também nunca nos quer ajudar! Ainda no outro dia, ia de minha casa e estava já quase a chegar ao Santuário, tinha andado uns bons 200 metros, e fui mordida por uma melga. E eles nem uma pomada me quiseram pôr!

E nunca pensou em ir viver para outra localidade distante de Fátima?
Não posso. É que eu tenho uma barraquinha mesmo ao pé do Santuário, onde vendo os meus corta-unhas com a imagem da Nossa Senhora e umas bóias insufláveis com a cara da Jacinta e do Francisco e umas canetas que se forem viradas ao contrário dá para ver a Irmã Lúcia nua... E o negócio nem corre muito mal, de modos que não me dá muito jeito mudar.

E ir em peregrinação até outro local? Compostela, por exemplo...
Não queria muito. Temos de preservar o que é nosso, não é? E uma pessoa habitua-se, Ah e tal, está aqui uma Nossa Senhora tão perto, agora ir lá para longe falar com outra Senhora, que ainda por cima fala espanhol, sou capaz de não perceber nada do que ela diz... Não, isso não é solução.

É legítimo. Mas então, espera-a uma vida de frustração em termos de cumprimento da sua fé...
Espero que não. Espero que a Congregação para a Doutrina da Fé, depois de ter eliminado o limbo para as crianças que morriam sem receber o baptismo, elimine também a distância mínima de 3 quilómetros para se ser considerado peregrino. É que isso foi uma invenção do II Concílio de Constantinopla, em 553, quando o Papa Vigílio fez um acordo com as sapatilhas Sanjo!

E está confiante em que isso aconteça?
Bem, eu já fiz uma promessa de ir a Fátima a pé se acontecer!...

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Arnaldo Midões

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