Portugal subiu cinco lugares no ranking da liberdade de imprensa e quase todos os jornalistas tiveram autorização para escrever sobre o assunto
07 maio, 2013
Resultado foi celebrado com iniciativas solidárias.
Portugal subiu cinco posições na lista dos países com maior liberdade de imprensa, realizada pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), e quase todos os jornalistas portugueses obtiveram junto dos seus empregadores a necessária autorização para publicar notícias sobre esse facto. «Este estudo é em sinal positivo, porque a liberdade é essencial para o exercício da nossa profissão, uma das mais importantes num regime democrático», sintetizou, em exclusivo para o Jornal do Fundinho, um jornalista que ficou de nos dizer o seu nome assim que tivesse a certeza de que o patrão não se importava que ele andasse a falar com outras pessoas.
As notícias sobre a subida de Portugal ao 28.º lugar deste ranking foram autorizadas pelo senhor doutor Pinto Balsemão (na SIC e Expresso), pelo senhor engenheiro Belmiro de Azevedo (no Público), pelo senhor engenheiro Paulo Fernandes (no Correio da Manhã e Jornal de Negócios), pelo senhor Joaquim Oliveira (no DN, JN e TSF), pelo senhor doutor Nuno Vasconcellos (no Diário Económico), pelo senhor cardeal patriarca José Policarpo (na Rádio Renascença), pela senhora engenheira Isabel dos Santos (no Sol) e pelos senhores espanhóis (na TVI). RTP e Antena 1 optaram por jogar pelo seguro e não noticiar esta matéria, uma vez que desde a saída de Miguel Relvas do Governo não se sabe quem é que autoriza as notícias, ao passo que no jornal i não foi necessário obter consentimento algum porque manda toda a gente e não manda ninguém. Já o Dinheiro Vivo foi a única publicação portuguesa onde foi proibida a divulgação destes dados, porque era impossível moldá-los para que a notícia resultante fosse uma lista com conselhos em que o leitor é tratado como um idiota.
Portugal subiu cinco posições na lista dos países com maior liberdade de imprensa, realizada pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), e quase todos os jornalistas portugueses obtiveram junto dos seus empregadores a necessária autorização para publicar notícias sobre esse facto. «Este estudo é em sinal positivo, porque a liberdade é essencial para o exercício da nossa profissão, uma das mais importantes num regime democrático», sintetizou, em exclusivo para o Jornal do Fundinho, um jornalista que ficou de nos dizer o seu nome assim que tivesse a certeza de que o patrão não se importava que ele andasse a falar com outras pessoas.

Jornalistas portugueses são dos mais livres do mundo [foto E. Calhau]
O resultado nacional no índice elaborado pela RSF foi motivo para comemoração, com o Sindicato dos Jornalistas a organizar um conjunto de iniciativas de grande alcance. As mais importantes foram uma recolha de alimentos e cobertores para jornalistas e um concerto de solidariedade para com as pessoas afetadas pelo flagelo de trabalharem na imprensa escrita.
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