Nobel para Müller instala confusão: afinal, alemão bom pode não ser o alemão morto
08 outubro, 2009
Maior galardão literário do mundo pode acabar com o próprio.
A atribuição do Prémio Nobel da Literatura à escritora alemã Herta Müller provocou grande espanto e inquietação em todo o mundo, dentro e fora dos circuitos literários. Em causa está a possibilidade de, afinal, nem todo o alemão bom ser o alemão morto, especulando-se agora com insistência que podem mesmo existir nacionais da Alemanha dotados de qualidades que ainda respiram e caminham no planeta Terra.

«Isto é absolutamente inesperado. Até hoje, toda a gente tinha a certeza de que a única coisa positiva que podíamos esperar de um nazi... perdão, de um alemão, era que ele cessasse de respirar. Isto era impensável», comentou, em exclusivo para o Jornal do Fundinho, o crítico literário e apreciador de pitas Timóteo Abraão. A naturalidade romena de Müller leva, porém, alguns especialistas a alegar que ela não é bem alemã. Abraão discorda: «Não podemos iludir a questão principal. Se ela não é alemã, é cigana, e nesse caso teríamos de enfrentar a possibilidade de o cigano bom não ser necessariamente o cigano preso».
A escolha da Academia Sueca pode, desta forma, alterar toda a ordem do universo e provocar mesmo uma interrupção na continuidade espácio-temporal. Muitos cientistas especulam que, caso seja encontrado mais um exemplo de um bom alemão vivo, o mundo acabará no meio de uma onda de destruição e caos e que o próprio universo será lançado para o vazio.
A atribuição do Prémio Nobel da Literatura à escritora alemã Herta Müller provocou grande espanto e inquietação em todo o mundo, dentro e fora dos circuitos literários. Em causa está a possibilidade de, afinal, nem todo o alemão bom ser o alemão morto, especulando-se agora com insistência que podem mesmo existir nacionais da Alemanha dotados de qualidades que ainda respiram e caminham no planeta Terra.
Herta Müller: uma boa alemã viva?! [foto E. Calhau]
«Isto é absolutamente inesperado. Até hoje, toda a gente tinha a certeza de que a única coisa positiva que podíamos esperar de um nazi... perdão, de um alemão, era que ele cessasse de respirar. Isto era impensável», comentou, em exclusivo para o Jornal do Fundinho, o crítico literário e apreciador de pitas Timóteo Abraão. A naturalidade romena de Müller leva, porém, alguns especialistas a alegar que ela não é bem alemã. Abraão discorda: «Não podemos iludir a questão principal. Se ela não é alemã, é cigana, e nesse caso teríamos de enfrentar a possibilidade de o cigano bom não ser necessariamente o cigano preso».
A escolha da Academia Sueca pode, desta forma, alterar toda a ordem do universo e provocar mesmo uma interrupção na continuidade espácio-temporal. Muitos cientistas especulam que, caso seja encontrado mais um exemplo de um bom alemão vivo, o mundo acabará no meio de uma onda de destruição e caos e que o próprio universo será lançado para o vazio.
Etiquetas: Artes+Media