Morte de ex-companheiro convence jornalistas portugueses de que são espectaculares
12 março, 2009
João Mesquita estava desempregado há mais de cinco anos, mas colegas lembraram-se agora de que ele era muito bom.
A morte, esta madrugada, do jornalista João Mesquita, ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas, lançou a generalidade dos profissionais da imprensa portuguesa, particularmente da escrita, para a conclusão de que são bem mais espectaculares do que aquilo que já se consideravam. A certeza chegou após inúmeros elogios a Mesquita, considerado por diversos ex-colegas como um homem «com carácter» e «sério».
Após a homenagem, os jornalistas nacionais lembraram-se de que João Mesquita, ao longo da sua vida, havia sido despedido, ou forçado a despedir-se, de diversos títulos e que desde 2003 nunca mais havia sido contratado por nenhum órgão de comunicação social, tendo inclusive chegado a viver apenas com o subsídio social. «Ora bolas, se um tipo com estas qualidades todas não conseguia arranjar emprego, só pode ser porque as redacções estão cheias de gente com carácter e frontalidade, pessoal com seriedade e espinha vertebral, malta honesta e corajosa», concluiu um ex-companheiro de Mesquita, actualmente director, em exclusivo para o Jornal do Fundinho.
Desde o meio da manhã que a euforia tomou conta da comunidade jornalística, entusiasmada com mais esta prova da sua espectacularidade, particularmente entre aqueles que participam na rede social Twitter, ferramenta que, ao que consta, Mesquita não dominava, provavelmente porque se importava mais com a verdade do que com dar ares de intelectual em 140 caracteres. Ao fim do dia, era ainda possível ler e escutar diversas declarações de jornalistas sobre «o grande profissional e o grande exemplo» que João Mesquita havia sido, embora nenhum tenha querido comentar porque é que não se tinha lembrado disso antes de ele ter morrido.
A morte, esta madrugada, do jornalista João Mesquita, ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas, lançou a generalidade dos profissionais da imprensa portuguesa, particularmente da escrita, para a conclusão de que são bem mais espectaculares do que aquilo que já se consideravam. A certeza chegou após inúmeros elogios a Mesquita, considerado por diversos ex-colegas como um homem «com carácter» e «sério».
Após a homenagem, os jornalistas nacionais lembraram-se de que João Mesquita, ao longo da sua vida, havia sido despedido, ou forçado a despedir-se, de diversos títulos e que desde 2003 nunca mais havia sido contratado por nenhum órgão de comunicação social, tendo inclusive chegado a viver apenas com o subsídio social. «Ora bolas, se um tipo com estas qualidades todas não conseguia arranjar emprego, só pode ser porque as redacções estão cheias de gente com carácter e frontalidade, pessoal com seriedade e espinha vertebral, malta honesta e corajosa», concluiu um ex-companheiro de Mesquita, actualmente director, em exclusivo para o Jornal do Fundinho.
Desde o meio da manhã que a euforia tomou conta da comunidade jornalística, entusiasmada com mais esta prova da sua espectacularidade, particularmente entre aqueles que participam na rede social Twitter, ferramenta que, ao que consta, Mesquita não dominava, provavelmente porque se importava mais com a verdade do que com dar ares de intelectual em 140 caracteres. Ao fim do dia, era ainda possível ler e escutar diversas declarações de jornalistas sobre «o grande profissional e o grande exemplo» que João Mesquita havia sido, embora nenhum tenha querido comentar porque é que não se tinha lembrado disso antes de ele ter morrido.
Etiquetas: Artes+Media
1 comentário(s):
Até que enfim alguém resolve chamar os bois pelos nomes!
por
Anónimo, 13 março, 2009